A família Pinheiro, fundadora e maior acionista da Hapvida, segue desembolsando capital próprio para comprar ações da empresa, que sofre uma desvalorização de 59% em bolsa desde a divulgação do balanço do terceiro trimestre. Ao longo das últimas semanas, os Pinheiro investiram R$ 255 milhões em papéis da companhia. A participação da família hoje está em 42%.

Esse montante se soma aos quase R$ 400 milhões em recompras feitas pela Hapvida, como forma de tentar amenizar a queda dos papéis e gerar valor para os acionistas. O uso de caixa deve aumentar um pouco a alavancagem líquida da operadora de saúde, mas ainda abaixo de 1,5 vez.

Enquanto a companhia tem restrições relacionadas ao caixa para recompra, a família pretende seguir na estratégia. “Continuaremos a comprar. Não pensamos em investir em nenhuma outra coisa, temos devoção a essa empresa”, diz Jorge Pinheiro, CEO da Hapvida, ao Pipeline. “Meu pai, aos 79, está todos os dias na companhia com vitalidade, assim como meu irmão, então a gente entende que, dentro das nossas capacidades, não há limites físicos ou financeiros para dar suporte a essa missão.”

Ele garante ainda que o fechamento de capital, uma das propostas de bancos de investimento para a companhia e que causou burburinho no mercado, não está no radar. A companhia vai manter o free float necessário… leia mais em Pipeline 09/12/2025