Solomon, de ex-ITA, atrai CVC da Totvs para disputar grandes marcas
A Solomon, startup de inteligência de dados para o e-commerce, acaba de receber um aporte seed de R$ 8 milhões da Citrino Ventures, que administra o corporate venture capital (CVC) da Totvs. O capital vai ajudar a estruturar um time de vendas, contratar desenvolvedores e lançar recursos na plataforma.
A startup ajuda e-commerces a se tornarem mais eficientes ao rastrear a jornada do consumidor e permitir às marcas entenderem de onde vem o tráfego (mídia paga ou orgânica, influenciadores, e-mail, WhatsApp), conectando as lojas às principais APIs integradoras do mercado como Google, Meta e TikTok. A startup reúne todos esses dados em um único dashboard.
“Damos ganho de economia para as empresas, porque há aumento de retorno sobre investimento em campanhas e conseguimos tornar os times de marketing, influência e CRM mais eficientes”, explica Gabriel Marques, CEO e cofundador da Solomon.
Marques fundou a Solomon com o amigo Daniel Soares e Rômulo Borio, ambos dos tempos de ITA, em São José dos Campos. Em 2024, após passagens por startups, decidiram empreender na área de e-commerce. Atualmente, a empresa conta com oito funcionários, dos quais a maior parte é do time de tecnologia, que deve chegar a 12 pessoas até o fim deste ano.
A Citrino Ventures vê sinergias com o ecossistema de vendas da Totvs, única cotista do fundo de R$ 305 milhões administrado pela gestora. “Com o investimento, Solomon passa a ser um potencial estratégico para a Totvs”, explica Felipe Fornaziere, general partner da gestora, que busca negócios de software (SaaS) em B2B. “A Solomon se encaixa perfeitamente na necessidade de incrementar o portfólio e trazer novas soluções na esfera do e-commerce”.
Antes dessa rodada, a Solomon levantou R$ 2,5 milhões com os investidores-anjos Felipe Hatab (ex-CMO da Stone), Daniel Silva (da Hyperplane, comprada pelo Nubank), Doug Scherrer (ex-CFO do Nubank), entre outros.
Atualmente, a Solomon tem 320 clientes, incluindo Hurley, Zissou, Morana, Jorge Bischoff e a marca de suplementos Max Titanium. O plano é duplicar esse número em 2026 e aumentar o peso das empresas mid-market e enterprises de 30% para 80% do portfólio nos próximos anos, reduzindo a participação das PMEs, que têm tíquete médio menor.
“O faturamento cresce porque conseguimos extrair maior valor desses clientes maiores”, diz o CEO. Fundada em 2024, a Solomon já é geradora de caixa e cresce 40% ao mês, com uma aceleração desde agosto, quando passou a ir a eventos corporativos para adquirir clientes. “Estamos lucrativos muito antes do que imaginávamos”, diz o executivo, de 29 anos… leia mais em Pipeline 20/11/2025

