SP Ventures aposta em fintech mexicana que financia exportação de frutas com IA
A SP Ventures, gestora brasileira dedicada a investimentos em empresas em estágio inicial do setor agrícola, acaba de fazer seu primeiro aporte do fundo AgVentures III, que levantou US$ 80 milhões e está em busca de captar mais US$ 40 milhões a US$ 50 milhões até o meio do ano. A gestora liderou a rodada de US$ 2,6 milhões na fintech mexicana Blooms, fundada pelo mexicano Francisco Meré.
A rodada ainda foi acompanhada pela gestora mexicana Angel Ventures, pela The Yield Lab Latam, que é focada em investimentos para tecnologia agrícola, pelo fundo de impacto Eqwow Ventures, pelo fundo argentino Glocal Managers e pelo braço de venture capital da agência internacional Mercy Corps, entre outros.
Esse foi o oitavo investimento da SP Ventures em uma startup estrangeira. “Esse investimento se encaixa perfeitamente em nossa missão de apoiar empresas de agfintech que promovem a segurança alimentar e a agricultura climaticamente inteligente”, afirma Ariadne Caballero, sócia da SP Ventures, que tem um escritório no México.
“O Brasil é uma potência no agronegócio e a escolha da SP Ventures para liderar a rodada foi pelo fato de eles serem focados em investimentos em agricultura com um ângulo de sustentabilidade climática”, disse Meré.
Com início das operações em outubro de 2024, a Blooms é uma fintech focada em financiamento à exportação que oferece operações de pagamentos e câmbio baseadas em inteligência artificial para exportadores de produtos agrícolas latino-americanos que vendem para os Estados Unidos e Canadá.
“Queremos oferecer soluções de financiamento para apoiar exportadores de vegetais e frutas na América Latina”, diz Meré, que teve passagens por bancos como o Societé Générale no México e experiência como fundador de outras fintechs no mercado mexicano.
Segundo o empreendedor, o uso de ferramentas analíticas pela Blooms permite reduzir o risco das operações para os importadores, que contam com reforço de garantias como hipotecas e terras, além evitar o desperdício de alimentos nas transações e promover a sustentabilidade.
“O que nos atraiu na Blooms, além da oportunidade em comércio internacional e da tese de nearshoring acelerada com o cenário geopolítico, foi a experiência de Meré de montar times como fundador de outras fintechs”, disse Francisco Jardim, sócio da SP Ventures.
Os recursos captados na rodada serão usados para acelerar os financiamentos na América Latina. Hoje a fintech conta com 20 clientes, concentrados no México, mas a intenção é expandir as operações para a Colômbia, além de mirar a entrada no Brasil no ano que vem.
O público-alvo é empresas de pequeno e médio porte, com volume de exportação acima de US$ 4 milhões por ano. “Devemos nos concentrar em empresas que exportam entre US$ 8 milhões e US$ 10 milhões por ano”, diz Meré… leia mais em Pipeline 20/05/2025

