‘Tarifaço’ freia recuperação de private equity
O “tarifaço” anunciado pelo presidente americano Donald Trump provocou uma freada brusca no movimento firme de recuperação global dos investimentos de private equity, de acordo com relatório da Bain & Company, consultoria global com sede nos EUA.
No primeiro trimestre do ano, o volume de negócios havia quase dobrado em relação ao mesmo período de 2024 e atingido US$ 189 bilhões em novos investimentos, o maior nível desde o segundo trimestre de 2022. Em abril, o número de transações caiu 22% e o montante, 24% frente à média mensal de janeiro a março.
“Foi um banho de água fria, um abril que não terminou”, resume Gustavo Camargo, líder da prática de private equity na Bain América do Sul. Segundo ele, as medidas comerciais de Trump foram mais intensas que o esperado e se assemelharam ao impacto da pandemia, em 2020. “Não é que ficou ruim do dia para a noite. Ficamos sem cenário, o que é pior, e desde então temos vivido assim”… leia mais em Valor Econômico 25/06/2025
Enfrentando a Turbulência: Relatório de Meio do Ano sobre Private Equity 2025 – Bain & Co
Oportunidades podem emergir da incerteza atual e aliviar a crescente pressão sobre o setor. Por Hugh MacArthur, Or Skolnik, Brenda Rainey, Alexander De Mol, Graham Rose e Alexander Schmitz.
Impacto das tarifas nos negócios e saídas de investimentos
Os sinais iniciais indicam que as turbulências causadas por tarifas comerciais estão atrasando transações e processos de desinvestimento enquanto investidores avaliam as implicações de curto e longo prazo.
Desaceleração no segundo trimestre
A retração nas atividades do segundo trimestre intensificou a necessidade urgente de melhorar a liquidez, seja por meio da aceleração de saídas completas de investimentos, seja revisando planos de criação de valor quando necessário.
Oportunidade em meio à volatilidade
Apesar das contínuas instabilidades no mercado, as empresas de private equity (PE) podem recuperar o ritmo ao adotar abordagens proativas em transações, realizar due diligence com mais assertividade e renovar o foco no crescimento de receitas e lucros.

Navegando pela incerteza de 2025
Em qualquer interrupção, há vencedores e perdedores—e as melhores oportunidades geralmente vêm nos momentos mais extremos de incerteza. Isso ainda parece ser verdade em 2025, com negócios notáveis já emergindo da agitação das últimas semanas. No mês passado, por exemplo, a 3G Capital anunciou que estava comprando a Skechers por mais de US$ 9 bilhões, menos de duas semanas depois que a fabricante de calçados dos EUA retirou sua orientação financeira devido à incerteza comercial que viu suas ações caírem até 44% abaixo do pico de 2025… Leia mais em Bain 25/06/2025

