Uma capitalização privada de R$ 500 milhões no GPA
Um grupo de conselheiros, acionistas e interessados têm discutido uma capitalização privada de R$ 500 milhões no Grupo Pão de Açúcar, apurou o Pipeline. O anúncio aconteceria logo após a assembleia que define o novo conselho de administração, no início de outubro.
Se tudo sair conforme as discussões atuais, a capitalização será ancorada por um varejista que ainda não está no capital do GPA, ao preço de R$ 4,50 por ação, e seu representante deve ficar com a cadeira de Rafael Ferri no board. Mas ainda faltam detalhes para bater o martelo.
Esse varejista estava no grupo que avaliava a fatia remanescente do Casino – mas colocar capital no caixa da companhia ganhou espaço nas conversas dos últimos dias com conselheiros e membros da família Coelho Diniz, disseram as fontes. A família mineira não exerceria direito de preferência nesse cenário.
“Neste momento, há uma predileção por uma entrada primária”, disse uma fonte. “O Casino pode vender a mercado ou em bloco mais para frente. Mas hoje seria muito mais vantajoso para um novo acionista colocar esse capital no caixa e entrar numa empresa mais estabilizada”. Como o Pipeline antecipou, uma comitiva do Casino esteve em São Paulo nesta semana para debater, entre outros temas, a venda da fatia no GPA.
Nas últimas semanas, a atacadista Roldão também comprou cerca de 2,4% do capital do GPA, afirmam fontes com conhecimento do assunto – ainda que a empresa negue. A proposta do Roldão é manter uma posição pequena, abaixo de 5%, mas participar do conselho.
Nesse desenho, seriam três varejistas no board do GPA ao final do processo, uma vez que os mineiros do Coelho Diniz já estão no conselho.
Como revelou o Pipeline, grupos como Supermercados BH e Cencosud estão avaliando uma fatia no GPA, e chegaram a colocar assessores financeiros e fazer visitas em lojas para analisar um potencial investimento. Mas ainda não há decisão desses dois e tampouco proposta na mesa – por isso, a aposta dos envolvidos hoje é que o terceiro cavalo correndo por fora deva fechar a ancoragem.
O que vinha espantando novos compromissos no GPA é o risco fiscal da varejista. A expectativa interna, no entanto, é que o passivo tributário tenha sua renegociação finalizada até janeiro, com redução do montante e alongamento de prazo… leia mais em Pipeline 17/09/2025

