Se o canadense CPPIB fechou o escritório de private equity no Brasil e pode desacelerar investimentos, o conterrâneo CDPQ segue com disposição para fazer novos cheques. O fundo de pensão pretende investir no país pelo menos US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,6 bilhões) por ano, sem prazo definido, afirmou Eduardo Farhat, chefe do fundo no Brasil, ao Pipeline.

O CDPQ vendeu recentemente a participação de 50% que tinha na Fibrasil para a Telefônica Brasil, dona da Vivo, mas ainda tem aproximadamente R$ 50 bilhões investidos no país.

Com patrimônio de 496 milhões de dólares canadenses (US$ 360 bilhões), o CDPQ não conta com um fundo dedicado ao país ou à América Latina. Os investimentos são aprovados por transação. Entre os setores de maior interesse, estão energia, infraestrutura voltada para transporte como portos e rodovias, telecomunicações e data centers e eventualmente saneamento.

No setor elétrico, o CDPQ continuará investindo em transmissão através da controlada Verene Energia, que comprou a Equatorial Transmissão em abril deste ano por R$ 9,35 bilhões. O fundo também tem avaliado o segmento de geração, mas o aporte em projetos fotovoltaicos e eólicos está fora do radar devido à falta de previsibilidade de retorno, diz Farhat.

Outro grande investimento dos canadenses no Brasil é na Transporte Associado de Gás (TAG), líder no setor de transporte de gás, na qual o CDPQ tem 50% e não prevê desinvestir no momento. “Vejo muito potencial para a empresa desenvolver esse mercado”, diz Farhat.

No setor imobiliário, tem investimento na Prologis, focada na construção de galpões logísticos de alto padrão, e na operadora de shoppings Ancar Ivanhoe… leia mais em Pipeline 13/08/2025