A gestora SPX, controladora da Tok&Stok, e a varejista Mobly anunciaram o negócio no início do mês passado em clima de champanhe estourada: a compra da Tok&Stok pela Mobly criaria a maior rede de móveis e decoração da América Latina, com receita de R$ 1,6 bilhão anual.

Para os fundadores da Tok&Stok, porém, foi um balde de gelo ― bem maior do que o baldinho decorativo que caberia numa mesinha de apoio para os brindes. Com a certeza de que um aumento de capital aprovado em assembleia pouco antes havia sido válido e que continuariam à frente da empresa em recuperação, os Dubrule foram atropelados pela venda do negócio e, de lá para cá, têm brigado na Justiça para impedi-la.

Para explicar os motivos, Régis Dubrule, que fundou a empresa ao lado de sua mulher, Ghislaine, em 1978, faz um movimento de decolagem com uma das mãos, quando o avião ainda está bem próximo ao solo. “A Tok&Stok está começando a ganhar altura”, diz ele. Com a outra mão, mostra um avião em queda, que é como vê a Mobly. “A Mobly não tem asas”, diz ele. “Nesse novo modelo, as duas empresas acabam.”

Procurada, a SPX disse que “a família Dubrule apoiou todas as decisões estratégicas tomadas pelo Conselho de Administração da Tok&Stok ao longo dos anos, inclusive a contratação dos assessores financeiros que trouxeram a oportunidade de negócio com a Mobly” (leia mais no fim da entrevista). A Mobly não se pronunciou.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista de Dubrule ao Estadão/Broadcast:… leia mais em Estadão 09/09/2024