A última lição de Buffett na era da IA: saber com quem pensar
No último sábado, o CHI Health Center em Omaha testemunhou o encerramento de uma era. Nos minutos finais da histórica 60ª reunião anual da Berkshire Hathaway, Warren Buffett, aos 94 anos, surpreendeu a todos ao anunciar que deixará o comando da empresa até o final deste ano, passando o bastão para Greg Abel. “Chegou a hora”, declarou o Oráculo de Omaha, surpreendendo até mesmo seu sucessor designado. Os milhares de investidores presentes responderam com uma ovação espontânea, um tributo a seis décadas que redefiniram o capitalismo americano. Ao seu lado, a cadeira vazia onde Charlie Munger se sentaria, não fosse seu falecimento aos 99 anos em novembro passado, parecia amplificar o peso histórico do momento.
Durante a sessão de perguntas e respostas que precedeu o anúncio, Buffett havia refletido sobre o que realmente importa além dos números. “A forma como você se relaciona com as pessoas tem uma importância desproporcional,” disse ele, seu olhar momentaneamente capturado por aquela ausência tangível. “Sua vida progride na direção das pessoas com quem trabalha, quem você admira. Existem pessoas que fazem você querer ser melhor. E quando você as encontra, você cuida desse vínculo como um tesouro.”
Em um momento em que LLMs como o ChatGPT e o Claude apresentam habilidades que já desafiam especialistas humanos em campos específicos, e quando fundos quantitativos controlados por algoritmos já ultrapassaram facilmente US$1 trilhão em ativos sob gestão, esta reflexão de Buffett ressoa como um contraponto deliberado. O homem que construiu sua fortuna através da análise meticulosa de negócios e dados financeiros escolhe, em seu momento de despedida, destacar não métricas ou algoritmos, mas o poder transformador das relações humanas… leia mais em Valor Econômico 07/05/2025

