Aporte em startups cai 60% e emissão de dívidas ultrapassa rodadas de equity
O ambiente de investimento em startups segue desafiador, com o terceiro trimestre do ano registrando uma queda de 60% no volume de aportes em relação ao ano anterior no Brasil. Foi o pior trimestre do ano, com um volume de investimentos 32% menor do que no segundo trimestre, mostra levantamento do Itaú BBA com a Sling Hub.
O Brasil atraiu 55% dos US$ 680 milhões investidos na América Latina no terceiro trimestre, ou US$ 376 milhões. Foram 99 rodadas no Brasil — e 151 na América Latina. A queda nos investimentos no Brasil foi ainda maior do que a média da região, que encolheu 53%.
Para acessar capital, as startups estão precisando se endividar. Somando dívida e fundos de recebíveis, as startups captaram US$ 449 milhões, ultrapassando portanto os aportes em equity (US$ 376 milhões), quando o investidor adquire participação acionária na startup.
Mas mesmo a emissão de dívidas encolheu. O volume total captado (dívida e equity) foi 54% menor do que no ano passado e 31% menor do que no segundo trimestre.
O corporate venture capital, que são aportes feitos por companhias, também encolheu: 45% na comparação anual. E empatou com o trimestre anterior.
Com pouco dinheiro disponível, a saída para muitas startups é se fundir ou ser comprada: o volume de operações de fusões e aquisições cresceu 47% em relação ao ano passado e 27% sobre o trimestre anterior: foram 47 operações no Brasil… leia mais em O Globo 16/10/2024

