Auren vai avaliar leilões de reserva
A companhia de energia Auren elevou sua alavancagem ao comprar os ativos da AES no Brasil, mas tem conseguido melhorar o desempenho dos parques adquiridos e elevar geração de caixa consolidada – o que deve normalizar seu indicador de endividamento em dois a três anos.
Segundo o presidente Fabio Zanfelice, a alavancagem – que caiu de 5,7 vezes para 5 vezes no último trimestre – deve voltar à média setorial de 3 a 3,5 vezes nesse período.
A companhia não prevê aumento de capital para isso, mas a quitação com o ritmo crescente de Ebitda (no último balanço trimestral, alta de 66%). “Estamos com energia contratada para os próximos três anos, o que reduz o risco de volatilidade de receita”, destaca Zanfelice.
Além da integração, a companhia também tem trabalhado na melhora de desempenho do que comprou. A média de performance dos ativos da Auren antes da aquisição da AES era uma disponibilidade de 97% da capacidade dos ativos. Na AES, a performance era de 79% – ou seja, de todo recurso eólico gerado, só 79% era convertido em receita.
A meta da Auren é conseguir nessa consolidação ficar em 95% ao final de 2025, uma antecipação de um ano de sua projeção inicial.
Enquanto digere a AES, a companhia não deve se movimentar para novos M&As, mas pode avaliar os leilões de energia. Segundo Zanfelice, a companhia vai ficar de fora de leilões de transmissão neste ano, mas pode considerar os leilões de reserva de capacidade.
“No ativo Porto Primavera temos ainda quatro turbinas a serem instaladas. Mas só participaremos se os leilões forem atrativos de retorno”, diz o CEO. “É uma usina com concessão longa ainda, então podemos esperar outras oportunidades.” Veja mais:… leia mais em Pipeline 16/05/2025

