Constituída no início deste ano com terras no bioma amazônico no estado do Acre, a brasileira Doma vai chegar à bolsa canadense até o final deste ano como a primeira companhia nacional de preservação florestal listada no exterior. A empresa fechou acordo com a Harmony, uma Capital Pool Company (CPC, modelo semelhante ao da Spac), em que uma fusão com o veículo já listado resulta numa companhia operacional negociada na TSX.

A Doma reúne proprietários de áreas e investidores, que financiam compra de áreas novas ou potencial transformação de manejo. “A proposta é ser um gestor profissional de floresta. A companhia já angariou 30 mil hectares em fazendas no Acre, que devem emitir créditos de carbono”, diz João Alberto Medrado, CEO da Doma. A área ainda está em fase de certificação e os créditos só podem ser negociados depois disso.

A Doma quer chegar a 200 mil hectares em até três anos. As terras, em qualquer cidade ou estado que compõe o bioma amazônica, podem ser compradas com equity, com o proprietário aderindo à holding, ou dinheiro.

O modelo de preservação, caso da Doma, tem ciclo mais curto para execução do que o reflorestamento. “Gostamos do modelo de preservação, que é um mercado mundial, ainda voluntário pois não regulação no Brasil. Cerca de 25% da Amazônia já está desmatada, então a primeira reação tem que ser nao deixar desmatar mais, e aí partir para o reflorestamento”, avalia Eduardo Portella COO da Doma.

Segundo os sócios, a listagem foi a forma encontrada para dar mais transparência e segurança para os investidores. O negócio ainda é pequeno para bolsas como a brasileira ou americanas, mas se enquadra nos requisitos da TSX Ventures Exchange, segmento para empresas menores e emergentes, num mercado que tem apelo para commodities com investidores globais. Quando a companhia ganha corpo, pode migrar para o segmento principal da bolsa… leia mais em Pipeline 15/08/2024