Braskem vale menos que o total das dívidas da Novonor com bancos credores
Ainda sem um desfecho para seu processo de venda e impactada por um ciclo de baixa que derrubou os resultados da indústria, a Braskem tem assistido à deterioração dos seus ativos. Hoje, o valor de mercado da petroquímica é de R$ 14,7 bilhões, menos da metade dos R$ 34 bilhões que valia quando a Novonor (antiga Odebrecht) retomou o processo formal para se desfazer de sua participação em 2021, e abaixo dos cerca de R$ 15 bilhões em dívidas da controladora com bancos que têm em garantia as ações da companhia. Neste ano, os papéis acumulam perda de 16,6% na B3.
Esse cenário reflete a combinação do pior ciclo de baixa da petroquímica global com os gastos bilionários após o afundamento do solo em bairros de Maceió, onde a companhia explorava sal-gema, e as incertezas quanto ao futuro da empresa, que também tem a Petrobras como acionista relevante.
Olhando para a frente, as dúvidas prevalecem. Do lado da venda, a recente desistência da Empresa Nacional de Petróleo de Abu Dhabi (Adnoc) e a mudança na presidência da Petrobras não trouxeram alívio.
O Valor apurou que, após a chegada da nova gestão à estatal, a sinalização para a Novonor foi a de que seguia …. leia mais em Valor Econômico 04/07/2024

