Casas Bahia pretende vender sete lojas em operação de sale and leaseback
A companhia possui um plano de vendas de ativos que coloca sete imóveis próprios, onde hoje funcionam lojas da Casas Bahia, à disposição de compradores. A mais representativa delas é a megaloja de 9 mil metros quadrados de área útil, que fica na Marginal Tietê, em São Paulo. A unidade, inaugurada em 2021, é três vezes maior que a última megaloja aberta pela companhia no bairro do Brooklyn, também em São Paulo, em março deste ano. Informações do NeoFeed indicam que a operação deve gerar algo em torno de R$ 250 milhões para o cofre da varejista.
Sale and Leaseback
A ideia é condicionar a venda a um contrato de longo prazo com a companhia para locação do imóvel, mantendo as lojas da Casas Bahia no mesmo endereço, em uma operação de sale and leaseback. “De um lado precisamos garantir mais eficiência operacional e gerar mais dinheiro e, do outro, reduzir um pouco da dívida. A venda desses ativos é uma dessas ações, que colocam dinheiro direto na companhia”, diz Elcio Ito, CFO da Casas Bahia. Parte dessas vendas podem ser concretizadas ainda este ano, já que os imóveis já estão disponíveis para investidores. “Estamos olhando todas as alternativas e as lojas estão disponíveis para essas operações. Já há algumas ofertas, mas entendemos que não estão nas condições que a gente julga como ideais em termos de valores”, afirma Ito.
Plano de redução de alavancagem
As vendas fazem parte de um plano de redução da alavancagem da companhia, em um movimento que mira ampliação da receita, com avanço operacional, e o objetivo de chegar a um Ebitda de dois dígitos até o fim de 2026. No segundo trimestre, o índice chegou a 8,3%. No primeiro semestre de 2025, a empresa ganhou participação em boa parte das categorias em que atua, especialmente linha branca. Nas lojas físicas, que alcançaram mercado de R$ 32 bilhões no Brasil, o market share é de 27%. No online, que teve faturamento de R$ 38 bilhões, a participação da empresa é de 14%. No acumulado do primeiro semestre, o share da varejista chegou a 19,7%. “Estamos entregando resultados melhores, mas até pela atual taxa de juros [de 15% ao ano], a gente ainda tem prejuízo. Ainda não estamos satisfeitos e, por isso, vamos continuar avançando nos dois pilares, que são o operacional e a estrutura de capital”, diz o CFO… leia mais em Giro News 17/10/2025

