A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) contratou o banco de investimento Moelis para a venda de uma participação ou todo o projeto Rondon, no Pará, apurou o Pipeline. Trata-se de uma projeto de mineração de bauxita — a quarta maior do estado — que pode chegar a US$ 2,5 bilhões em investimentos.

O valor de equity do projeto está entre US$ 250 milhões e US$ 300 milhões, segundo fontes, o que dá uma balizamento da transação, ainda que o sócio ou novo dono tenha que vir capitalizado, para arcar com o capex.

A Moelis já começou a receber as propostas de interessados, principalmente estrangeiros estrégicos — como a chinesa Chinalco, uma gigante do alumínio.

Procurada pelo Pipeline, a CBA disse que segue atenta a eventuais oportunidades de estabelecer parcerias para viabilizar o projeto Rondon. “A companhia esclarece que não há qualquer fato novo a ser divulgado no momento”, emendou em nota.

A companhia é controlada pelo grupo Votorantim e vale em bolsa R$ 3,4 bilhões. No segundo trimestre, o preço médio da tonelada de alumínio foi 3% menor na comparação anual e o volume vendido caiu 7%. A alavancagem subiu para 2,3 vezes, o que também explica a demanda para dividir o capex no Pará. Em um ano, a ação acumula queda de 25%… leia mais em Pipeline 12/08/2025