Embora os juros estejam em patamar elevado e os fundos imobiliários sejam ativos de renda variável, os analistas estão otimistas com as perspectivas para os fundos logísticos que investem em galpões. O entusiasmo é fruto do baixo índice de vacância dessas instalações e uma mudança que parece ser estrutural, relacionada à atividade frenética do e-commerce desde a pandemia de covid-19.

O que vem atraindo mais interesse são os galpões localizados a um raio de 15 a 30 quilômetros dos grandes centros urbanos. No fim de 2024, a vacância chegou ao menor índice de sua série histórica, em 8,28%. Em relatório de análise publicado no fim de fevereiro, o Itaú BBA justifica o seu otimismo com o mercado de galpões logísticos, apesar do cenário macroeconômico desafiador: “Acreditamos que os ativos de maior qualidade técnica e os mais bem localizados devem sofrer pouco com a nova oferta de estoque, assim como aconteceu nos últimos trimestres. Além disso, mesmo diante de uma política monetária mais restritiva, a demanda permanece aquecida e os proprietários têm mantido a capacidade de repasse de preço por meio dos aluguéis”.

O patrimônio líquido (PL) dos fundos logísticos negociados na B3 está em torno de R$ 40 bilhões, segundo a Status Invest, consultoria especializada. “E não param de crescer. Na logística, as operações são …. leia mais em Valor Econômico 14/04/2025