Dados do mercado de trabalho reduzem ainda mais urgência em iniciar o ciclo de afrouxamento monetário; BC tem se mostrado mais conservador e desconfortável com expectativas de inflação desancoradas.

O mercado de trabalho brasileiro deu mais um sinal de que não deve enfraquecer tão cedo com os resultados da Pnad Contínua de novembro, que mostrou uma taxa de desemprego em um novo patamar mínimo da série histórica iniciada em 2012. Sem indícios de um arrefecimento claro da atividade, o mercado praticamente excluiu a possibilidade de que o início dos cortes da taxa Selic ocorra já na reunião de janeiro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Conforme mostra a precificação da curva de juros futuros, o mercado embute apenas 7 pontos-base de corte para a reunião de janeiro do Copom — o que, na prática, indica uma expectativa bastante baixa de que isso ocorra. Caso sejam consideradas apenas a possibilidade de manutenção dos juros e a de um corte de 0,25 ponto percentual, o mercado precifica, no momento, 28% de chance de uma redução e 72% de probabilidade de a Selic seguir em 15% no mês que vem.

Para a decisão de março do colegiado, os investidores precificam um corte conservador da Selic, de 0,25 ponto percentual, o que levaria a taxa básica do atual nível de 15% para 14,75%…. Leia mais em valor.globo. 30/12/2025