A negociação da gestora IG4 Capital e dos bancos credores da Novonor sobre a Braskem deve ser mais ampla desta vez e discutir uma solução para a saída da recuperação judicial do grupo Novonor, apurou o Pipeline.

A antiga Odebrecht entrou em recuperação judicial em 2019 com uma dívida na época de cerca de R$ 100 bilhões. O plano de recuperação do grupo prevê o pagamento dos credores com a venda de ativos e por meio de títulos que dão direito à participação na geração de caixa das empresas controladas.

O principal ativo do grupo é a Braskem, cuja ações detidas pela Novonor foram dadas em alienação fiduciária para os bancos credores Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e BNDES, que somam um crédito de R$ 19 bilhões.

Assim, para encerrar o processo de recuperação judicial, a Novonor precisa cumprir o plano e pagar os credores. A saída da recuperação judicial é essencial para o grupo voltar a ter acesso a crédito e investir no braço de engenharia, no qual o conglomerado está se concentrando agora.

Por isso, a discussão agora envolve chegar a um acordo com o grupo para resolver a situação da Novonor como um todo, disseram fontes próximas das negociações.

Sem o avanço na proposta de compra da petroquímica pelo empresário Nelson Tanure, os bancos assinaram um acordo de exclusividade com a gestora IG4, especializada em turnaround de empresas, por 90 dias para a transferência dos créditos com a Novonor.

A ideia é ter uma proposta para a Braskem dentro desse período que envolva o controle da empresa compartilihado com a Petrobras, como informou o Pipeline. Procuradas, a IG4 e a Novonor não comentaram o assunto… leia mais em Pipeline 28/08/2025