A negociação pelo Will Bank sofreu uma baixa nesta semana, com a saída da EB Capital e de Luciano Huck das tratativas. A gestora de Eduardo Melzer era a principal candidata à aquisição, em fase avançada de auditoria no ativo, em conversas que correram ao longo do último mês, apurou o Pipeline.

Fundada como private equity, a EB vem crescendo em crédito e teria sido chamada no processo pela Laplace, que assessora o Master na venda. Foi o envolvimento de Melzer no negócio que trouxe à mesa o apresentador – os dois são amigos de longa data e o Will Bank é um anunciante relevante no programa de Huck na TV.

O apresentador costuma se aprofundar nas empresas com quem faz publicidade e, dado o perfil popular do Will Bank e a análise do amigo financista, cogitou se associar na aquisição. Melzer já tinha feito algumas conversas também com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A dupla era bem vista no regulador, mas acabou decidindo ficar de fora do negócio e já comunicou que a desistência é definitiva, segundo fontes próximas ao processo de venda.

O colunista Lauro Jardim, de O Globo, havia antecipado a desistência da EB do processo. A expectativa de envolvidos na venda, no entanto, era convencer a gestora a se reengajar na aquisição, melhorando as condições para sair negócio. Mas o entendimento dos potenciais compradores teria sido que o turnaround levaria tempo, colocando risco adicional na carteira da EB, que ainda está crescendo nesse segmento.

Fontes avaliam que, pelo perfil do negócio, faria mais sentido um comprador que já tem uma operação de crédito de varejo e pode diluir custos. Procurados, EB e Huck não comentaram…. leia mais em Pipeline 16/10/2025