Equatorial deve avaliar novas aquisições em saneamento em 2024, diz diretor financeiro
A Equatorial Energia deve voltar a avaliar novas aquisições no setor de saneamento em 2024, diante de movimentos em alguns Estados para privatizar empresas de água e esgoto.
Segundo o diretor financeiro e de relações com investidores da Equatorial, Leonardo Lucas, a CSA, empresa de saneamento do Amapá, adquirida no ano passado em leilão pela Equatorial, é um “laboratório” para que a empresa entenda sobre o setor de águas e esgoto.
“Temos um aprendizado maior sobre o segmento”, disse Lucas, em participação de teleconferência com analistas sobre os resultados do terceiro trimestre.
Ele destacou que existem no momento movimentos de privatização em alguns Estados, como Sergipe, Paraíba e Piauí, além do Pará, que deve se dar “mais à frente”. Tais iniciativas, disse, comprovam que “o pipeline volta a andar e é [um cenário] bastante interessante”, e reiterou que a Equatorial Energia visa expansão no segmento de águas e esgotos.

Sobre o debate em torno da privatização de serviços essenciais, retomado a partir das consequências do temporal que afetou São Paulo no fim de semana passado, o presidente da Equatorial, Augusto Miranda, disse que sempre existem pessoas favoráveis e contrárias à desestatização, mas que o tema vem à tona de forma acalorada quando ocorrem eventos adversos.
A retomada do fornecimento de energia elétrica pela Enel São Paulo para 2,1 milhões de consumidores, que levou cinco dias, suscitou questionamentos sobre se a privatização é realmente benéfica para a prestação de serviços considerados essenciais. Levantou ainda possíveis revisões no processo de renovação de concessões de distribuição (a Enel São Paulo é uma das 20 distribuidoras que terão o contrato de concessão encerrado a partir de 2026).. leia mais em Valor Econômico 09/11/2023

