A Espaçolaser chegou à bolsa, quatro anos atrás, com a proposta de recomprar franquias e aumentar a base de unidades próprias. Fez isso, mas o resultado não foi o esperado: a margem Ebitda recuou da casa dos 30% para cerca de 20% entre o IPO, em 2021, e o fim de 2024, e as ações derreteram em bolsa. A companhia reagiu: trocou o comando e ajustou a estratégia – que, agora, implica voltar a crescer por meio de franquias.

A expectativa é que o percentual de lojas de terceiros cresça dos atuais 30% do mix para metade dele nos próximos cinco anos, afirma o CFO, Fabio Itikawa. “Nosso mix entre lojas próprias e franquias está em evolução, acompanhando as melhores oportunidades do mercado, e acreditamos que essa estratégia permite avançar de forma equilibrada e sustentável.”

O alvo agora são cidades menores, a partir de 50 mil habitantes, onde a depilação a laser não chegou ou é incipiente. “Já estamos presentes de forma sólida nas principais capitais. Queremos avançar onde também podemos crescer de forma eficiente sem pressionar a estrutura de capital ou onerar nossa estrutura de lojas próprias, oferecendo atendimento mais personalizado pelo modelo de franquias e tornando o negócio mais sustentável também localmente”, explica o executivo.

A Espaçolaser encerrou o segundo trimestre com 561 lojas próprias no Brasil, ou 70% das 806 unidades no país. No fim de 2021, esse percentual passava de 80%. A companhia tem ainda 28 lojas na Argentina com a marca Definit, sete franquias na Colômbia, 37 unidades no Chile após a aquisição da marca Cela, e uma franqueada no Paraguai. Em 2020, o grupo todo somava 554 lojas… saiba mais em Pipeline 15/08/2025