Com a percepção de que os ativos locais estão baratos e que ocorre um redirecionamento nos fluxos globais de investimentos, o investidor estrangeiro tem olhado cada vez mais com interesse para o Brasil. Entretanto, seja em ações, dívida ou fusões e aquisições (M&As), pelo menos em um primeiro momento, esse fluxo deve ficar concentrado nas grandes empresas, que na bolsa são as chamadas “blue chips”, mas que em movimentos como o atual também são apelidadas de “monstros de de fluxo”.

Quando a gente fala desses investidores estrangeiros que estão buscando oportunidades no Brasil, hoje eles estão buscando nomes bastante conhecidos, as empresas que têm um valor de mercado maior e que têm um nível de liquidez maior. Porque é uma maneira fácil de eles aportarem recursos e também tirarem recursos, se for o caso. Então, no curto prazo, o que a gente vai ver é na verdade uma concentração maior. Quem já tem uma liquidez grande, vai provavelmente aumentar. É esse fenômeno que muitas vezes a gente chama de ‘flow monster’ [monstros de fluxo]. Em um momento como este de mais volatilidade, mais incerteza, elas acabam atraindo ainda mais fluxo”, afirma Renato Ejnisman, chefe do Santander Corporate and Investment Banking (CIB).

Ejnisman chegou no Santander há três anos, após uma passagem de quase 16 anos pelo Bradesco. Sob sua batuta estão diversas verticais, como banco de investimento, tesouraria, corporate …. leia mais em Valor Econômico 28/08/2025