O Brasil conta com 2.099 empresas relacionadas à inteligência artificial, de acordo com o estudo “CNPJs do Brasil”, elaborado pela datatech BigDataCorp e divulgado em primeira mão por Época NEGÓCIOS.

De 1998 a 2016, apenas 54 companhias brasileiras estavam ligadas à IA. A situação começou a mudar em 2017, mas ganhou força mesmo nos últimos anos.

Pelos dados da análise, entre 2023 e 2025, o número de negócios que possuem “IA”, “Inteligência Artificial” ou termos semelhantes no nome cresceu 857%, saltando de 142 novos CNPJs para 1.209.

A maioria deles está localizado no Sudeste e no Sul. O estado com o maior índice é São Paulo (42,28%), seguido por Minas Gerais (9,76%), Rio de Janeiro (6,40%) e Santa Catarina (5,89%).

As regiões Norte e Nordeste, por sua vez, têm participação abaixo do esperado. Elas representam apenas 7,5% dos CNPJs nacionais e concentram 5,3% das empresas de IA. Os estados com menos negócio no setor são Roraima (0,10%), Tocantins (0,20%) e Alagoas e Piauí (0,30% cada).

Capital social declarado supera R$ 400 mi

O capital social declarado pelas companhias de IA no Brasil ultrapassa os R$ 400 milhões. São Paulo lidera: 83,79% de todo o valor está em empresas paulistas, totalizando R$ 335,9 milhões. A média é R$ 809 mil por CNPJ.

Mato Grosso do Sul, que concentra apenas 1,12% das empresas de inteligência artificial do Brasil, soma R$ 21,1 milhões (5,29%) – média de R$ 1,9 milhão por CNPJ. O Distrito Federal aparece na terceira posição: R$ 10 milhões (2.51% do total), com média de R$ 214,1 mil por CNPJ.

De aposta no futuro para realidade

A pesquisa da BigDataCorp mostra ainda que o número de domínios com a terminação “.ia” também registrou alta, apesar de ter sido de 0 até 2016. Em 2017, era de 16.423 e, este ano, chegou a 422.864 – este dado ainda é uma estimativa.

“A IA deixou de ser uma aposta futura e passou a fazer parte da realidade de negócios de todos os tamanhos. O aumento no número de empresas e no capital investido mostra que o país está se posicionando de forma relevante nesse novo ciclo tecnológico”, disse Thoran Rodrigues, CEO da datatech, em comunicado….

E o executivo completou: “A tendência é que, nos próximos anos, boa parte dessas empresas não sobreviva, seja por falta de tração, consolidação do setor ou simplesmente por não ter um modelo sustentável de negócio.”… saiba mais em Época Negócios 09/05/2025