A guerra comercial entre Estados Unidos e China pode favorecer o Brasil, uma vez que o país, bem como a América Latina, tende a absorver parte dos investimentos e da demanda por produtos e matérias-primas das duas nações envolvidas na queda de braço tarifária. A avaliação é de Hernan Kazah, um dos fundadores do Mercado Livre e da Kaszek Ventures, grande nome do setor de venture capital (capital de risco) na América Latina. Sua expectativa é ainda mais positiva para investimentos em empresas iniciantes que explorem inteligência artificial e novas tecnologias.

“Há muita oportunidade e muitos empreendedores pensando em como desenhar novos negócios a partir dessas inovações, que não eram possíveis há três, quatro anos, o que ajuda a criar um terreno fértil para os investimentos. Vemos uma nova geração muito mais experiente do que no passado. Somos super, super ‘bullish’ com o futuro”, disse Kazah, durante sua participação no Web Summit Rio, usando o jargão em inglês do mercado financeiro para perspectivas otimistas. Em português claro, o momento é de oportunidade e de tendência de alta dos ativos.

Mike Packer, sócio da QED Investors, que tem US$ 3,8 bilhões sob gestão, compartilha da visão positiva. “Se você tiver uma visão de longo prazo sobre a oportunidade fintech na América Latina, vemos o potencial da tecnologia para mudar as economias da região”, disse. “Estamos vendo fundadores extraordinariamente talentosos querendo construir grandes negócios que impactem milhões de pessoas, e a QED acredita que este é o momento certo para a América Latina criar uma série de empresas geracionais, em áreas como movimentação de dinheiro em tempo real e pagamentos internacionais”, concluiu… leia mais em Valor Econômico 08/05/2025