Resumo do dia: Divórcios corporativos & a crise dos casamentos no Varejo brasileiro; Prio adquire controle total & do Campo de Peregrino por US$ 3,35 bilhões; Tensões EUA-China ameaçam fusão & de US$ 8,2 bilhões entre Bunge e Viterra, publicados no Portal de Fusões & Aquisições.

INSIGHT DO DIA: Humores & Rumores

Divórcios corporativos: a crise dos casamentos no Varejo brasileiro – Uma onda de separações corporativas está abalando o setor varejista brasileiro, com fusões recentes desmoronando devido a incompatibilidades culturais e disputas de poder. O fenômeno reflete um cenário desafiador marcado por juros elevados, mudanças no comportamento do consumidor e acirramento da concorrência digital. O caso mais emblemático é o do Azzas 2154, formado pela fusão da Arezzo&Co com o Grupo Soma em 2024. Em menos de um ano, os controladores Alexandre Birman e Roberto Jatahy enfrentam um aparente divórcio devido a conflitos de gestão e personalidade, colocando em risco o conglomerado de R$ 12 bilhões, 34 marcas e 2 mil lojas. A disputa central gira em torno da estrutura de comando, com Jatahy resistindo a se reportar a Birman, o CEO oficial. Outro divórcio turbulento envolve a Tok&Stok e a Mobly (Toky), que chegou aos tribunais após a família Dubrule, fundadora da Tok&Stok, lançar uma OPA para retomar o controle da empresa. A administração da Mobly acusa os Dubrule e a Home24 de manipulação de mercado, transformando a separação em batalha judicial com pedidos de suspensão de assembleias e manutenção de “poison pills”. Uniões mais antigas também estão se desfazendo: o Casino busca se desvincular do GPA (Pão de Açúcar), possivelmente através de fusão com a rede Dia, adquirida por Nelson Tanure. Paralelamente, o Carrefour aprovou a saída da B3 em votação controversa, provocando a retirada da família Diniz e do fundo soberano de Singapura (GIC) do quadro acionário. Estes casos confirmam muitos fracassos em  fusões e aquisições globais, principalmente por incompatibilidades culturais entre as empresas combinadas.

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“DEAL” DO DIA

⇒ No Brasil

Prio adquire controle total do Campo de Peregrino por US$ 3,35 bilhões – A Prio (PRIO3) anunciou a aquisição da participação integral de 60% da Equinor Brasil Energia nos campos petrolíferos de Peregrino e Pitangola por US$ 3,35 bilhões. A transação, divulgada em 1º de maio de 2025, consolidará a Prio como operadora única destes importantes ativos offshore na Bacia de Campos. A operação será estruturada em duas etapas: a primeira envolve a aquisição de 40% de participação e a operação do campo por US$ 2,233 bilhões, com um earn-out adicional de US$ 166 milhões, enquanto a segunda contempla os 20% restantes por US$ 951 milhões. Esta aquisição estratégica adicionará 202 milhões de barris de reservas e recursos 1P+1C ao portfólio da Prio, fortalecendo significativamente sua posição no mercado brasileiro de petróleo e gás. A companhia brasileira, que já vem expandindo sua presença no pré-sal, dá mais um passo decisivo em sua estratégia de crescimento. A conclusão da transação ainda depende das aprovações regulatórias da ANP e do Cade, previstas para o segundo semestre de 2025.

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⇒ No Exterior

Tensões EUA-China ameaçam fusão de US$ 8,2 bilhões entre Bunge e Viterra – As crescentes tensões geopolíticas entre Estados Unidos e China estão comprometendo a megafusão de US$ 8,2 bilhões entre a trading agrícola americana Bunge e a Viterra, subsidiária da gigante suíça Glencore. Anunciada em junho de 2023, a transação que criaria um conglomerado de US$ 25 bilhões capaz de rivalizar com a Cargill permanece sem aprovação do governo chinês. O CEO da Bunge, Greg Heckman, realizou diversas viagens à China para negociar com autoridades locais, mas o impasse persiste. Fontes próximas revelam que Pequim tem preocupações relacionadas à segurança alimentar e à concentração excessiva no setor global de commodities agrícolas. A aquisição já recebeu aprovações na Europa, Canadá e Brasil, mas ultrapassou o prazo inicial de conclusão e suas duas prorrogações automáticas. Caso o acordo fracasse por questões antitruste, a Bunge deverá pagar US$ 400 milhões em multa à Viterra. Este impasse reflete um padrão mais amplo de obstruções regulatórias a fusões internacionais em meio às tensões comerciais sino-americanas, como evidenciado pela aquisição pendente da Ansys pela Synopsys, avaliada em US$ 34 bilhões.

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Esse texto contou com a ajuda de inteligência artificial a partir de informações divulgadas pelo Portal e revisado pela Redação antes de sua publicação.

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