Fusões & Aquisições destaques do dia 06/08/2025
Resumo do dia: IPOs no Brasil? & Só em 2027. O impacto no cenário de transações e M&A para 2025 e 2026; Mercado odontológico & acelera consolidação: Redeorto e Dentz fusão cria holding avaliada em R$ 100 mi; Perplexity adquire & Invisible: Uma aposta estratégica na infraestrutura de Agentes de IA para o futuro da busca, publicados no Portal de Fusões & Aquisições.
INSIGHT DO DIA: Humores & Rumores
IPOs no Brasil? Só em 2027. O Impacto no cenário de transações e M&A para 2025 e 2026 – A janela para Ofertas Públicas Iniciais (IPOs) no Brasil permanece firmemente fechada, e as perspectivas de reabertura em larga escala não são otimistas para o curto prazo. A análise contundente de Daniel Wainstein, sócio-fundador da Seneca Evercore, ecoa pelo mercado: novos IPOs “para valer” só devem retornar em 2027. Essa “seca”, que completará quatro anos em dezembro, não é apenas uma estatística; é um fator determinante que reconfigura as estratégias de capital e impulsiona o mercado de Fusões e Aquisições (M&A) como protagonista para 2025 e 2026. A aversão ao mercado de capitais para novas listagens tem raízes profundas e justificáveis. O principal motivo, como aponta o estudo da própria Seneca Evercore, é o desempenho desastroso da maioria das empresas que abriram capital na última onda. Desempenho Decepcionante: Das 77 companhias que estrearam na B3 desde 2014, apenas 16 apresentaram desempenho positivo em relação ao preço do IPO; A Realidade do Custo de Oportunidade: Ao ajustar pelo CDI acumulado no período, o número de empresas com performance positiva cai para apenas quatro. A mensagem para o investidor é clara e brutal: na esmagadora maioria dos casos, teria sido mais lucrativo deixar o dinheiro em uma aplicação de renda fixa; A Confiança Quebrada: Para gestores de fundos, que têm o dever de superar benchmarks como o CDI, a aposta nessas estreantes resultou em perdas significativas de capital e, em muitos casos, de seus próprios empregos. Esse histórico criou um ambiente de ceticismo que afasta tanto empresas quanto investidores da rota do IPO. Somam-se a isso fatores macroeconômicos persistentes, como a taxa Selic em patamares elevados e a incerteza fiscal, que tornam a renda fixa mais atrativa e elevam o custo de capital, tornando a abertura de capital uma proposta economicamente inviável para muitos. Em suma, os próximos dois anos serão definidos pela adaptação estratégica. O M&A não é mais apenas uma opção, mas o centro nevrálgico da movimentação de capital e da reestruturação de portfólios no Brasil. Profissionais do mercado devem estar preparados para um ambiente dinâmico, onde as oportunidades surgirão não das badaladas cerimônias de toque de sino na B3, mas das mesas de negociação de fusões e aquisições.
Saiba quais são as mais recentes postagens de humores e rumores do mercado.
“DEAL” DO DIA
⇒ No Brasil
Mercado odontológico acelera consolidação: Redeorto e Dentz fusão cria holding avaliada em R$ 100 milhões – Em movimento estratégico que reforça a consolidação do mercado odontológico brasileiro, Redeorto (ortodontia e odontologia integrada) e Dentz (odontologia geral) anunciaram a fusão de suas operações, dando origem ao Grupo RDO Holding de Franquias. A nova holding já nasce robusta, com expectativa de faturar R$ 100 milhões em 2025 e passa a controlar ainda a Face Beauty (estética facial) e a CLINIX, health tech de gestão de clínicas. Com a reestruturação societária e modelo descentralizado, o Grupo RDO buscará ganhos de escala sem perder a autonomia operacional de cada bandeira, mantendo suas identidades no mercado e ampliando sinergias, principalmente nas áreas de tecnologia, inteligência de mercado, marketing e suporte ao franqueado. A Redeorto possui atualmente 70 unidades distribuídas em diversas regiões do Brasil, enquanto a Dentz soma 10 clínicas, com forte atuação em São Paulo. O plano estratégico prevê expansão agressiva: são estimados mais de 100 novos pontos em cinco anos, com prioridade para regiões fora dos grandes centros e investimento de R$ 15 milhões até 2027 em tecnologia, capacitação e marketing.A holding apostará em um modelo de franquia mais enxuto, focado em clínicas de médio porte (até 200 m²), segmento identificado como ideal para maximizar retorno e eficiência operacional. No pilar de inovação, destaque para o CLINIX – software de gestão clínica desenvolvido pela Redeorto com aporte de R$ 6 milhões e funcionalidades como integração a meios de pagamento, inteligência artificial em gestão e dashboards financeiros. Segundo Márcio Pereira, sócio da Redeorto, o objetivo da fusão é gerar valor ao investidor franqueado e ampliar o portfólio para atender a um consumidor mais exigente, fortalecendo a presença do grupo em um setor cada vez mais competitivo e tecnológico.
Saiba quais são as mais recentes Transações no Brasil.
⇒ No Exterior
Perplexity adquire Invisible: Uma aposta estratégica na infraestrutura de Agentes de IA para o futuro da busca – Em um movimento estratégico que sinaliza a próxima fase da corrida pela supremacia em inteligência artificial, a Perplexity, o “motor de respostas” avaliado em mais de US$ 1 bilhão, anunciou hoje a aquisição da Invisible, uma startup focada no desenvolvimento de infraestrutura para agentes de IA. Esta transação é um caso clássico de aquisição de capacidade estratégica (capability acquisition). A lógica por trás do movimento é clara: a Perplexity não está apenas comprando uma empresa, mas sim a fundação tecnológica e o talento necessários para escalar sua visão de transformar a busca na web em uma experiência de execução de tarefas. A aquisição visa integrar a expertise e a tecnologia da Invisible para fortalecer o “Comet”, o navegador nativo de IA da Perplexity. O objetivo é permitir que o navegador execute tarefas complexas de ponta a ponta — como pesquisas, comparações, compras e agendamentos — através de uma única interface conversacional. Principais pontos a serem destacados são: 1. Talento e Expertise (Acqui-hire+); 2. Tecnologia Fundamental: a tecnologia de infraestrutura é o que permitirá à Perplexity orquestrar múltiplos agentes de IA para resolver problemas complexos, criando uma barreira de entrada técnica contra concorrentes; 3. Alinhamento Estratégico: A missão da Invisible de “aproveitar o poder dos agentes de IA para transformar o mundo digital” está em perfeita sintonia com a visão da Perplexity. Essa sinergia cultural e de produto tende a reduzir os riscos de integração pós-fusão e acelerar a criação de valor. Esta aquisição é um forte indicativo de que a batalha pela IA está se movendo da camada de modelos de linguagem (LLMs) para a camada de aplicação e agentes autônomos. Para a Perplexity, é um movimento defensivo e ofensivo: defensivo por garantir a infraestrutura para não depender de terceiros, e ofensivo por acelerar a entrega de uma experiência de usuário que pode, de fato, desafiar o domínio do Google na busca. Para investidores, o recado é claro: empresas que constroem a “infraestrutura invisível” para a revolução dos agentes de IA são alvos de aquisição primordiais para os grandes players que buscam consolidar sua posição no futuro da tecnologia.
Saiba quais são as mais recentes Transações no Exterior
Esse texto contou com a ajuda de inteligência artificial a partir de informações divulgadas pelo Portal e revisado pela Redação antes de sua publicação.
.

