Fusões & Aquisições destaques do dia 21/07/2025
Resumo do dia: Fleury e Rede D’Or: Fusão negada & mas racional estratégico mantém mercado em alerta; Play9 reestrutura-se & como Holding e anuncia primeiro M&A para expansão internacional; KKR investe na Etraveli a €2,7 bi & Análise de uma parceria estratégica em Travel Tech, publicados no Portal de Fusões & Aquisições.
INSIGHT DO DIA: Humores & Rumores
Fleury e Rede D’Or: Fusão negada, mas racional estratégico mantém mercado em alerta – O mercado de saúde brasileiro foi agitado nesta segunda-feira por rumores de uma megafusão entre o Grupo Fleury (FLRY3), líder em medicina diagnóstica, e a Rede D’Or São Luiz (RDOR3), a maior rede hospitalar do país. Em resposta à especulação, o Fleury emitiu um Fato Relevante à CVM, esclarecendo que “não há qualquer decisão de sua administração, tampouco quaisquer compromissos ou documentos celebrados (…) tendo por objeto uma potencial fusão”. Apesar da negativa formal, que cumpriu o rito regulatório e acalmou os ânimos momentaneamente, a lógica por trás da transação é tão poderosa que continua a ser o principal tema entre investidores e executivos do setor. Segundo alguns analistas, procuram ir além do comunicado e decifrar o porquê dessa potencial união fazer tanto sentido estratégico: Os Pilares da Transação – Uma eventual combinação entre Fleury e Rede D’Or não seria apenas uma soma de partes, mas a criação de um ecossistema de saúde verticalizado e sem precedentes no Brasil. Os principais pontos que sustentam essa tese são: 1. Verticalização e Integração da Jornada do Paciente: A Rede D’Or, com sua dominância no segmento hospitalar de alta complexidade, ganharia acesso direto a uma vasta rede de diagnósticos, que representa cerca de 20% da sinistralidade no setor. Isso permitiria a criação de uma cadeia de valor completa, desde a atenção primária e exames (porta de entrada do paciente) até os procedimentos mais complexos, gerando eficiência e controle sobre toda a jornada. 2. Ganhos de Escala e Sinergias Operacionais: A fusão destravaria sinergias significativas. Haveria uma otimização de custos administrativos (SG&A), maior poder de compra junto a fornecedores de equipamentos e insumos, e a racionalização de processos sobrepostos, aumentando as margens operacionais da nova entidade. 3. Poder de Barganha com as Operadoras: A união criaria um gigante com poder de negociação inigualável frente às fontes pagadoras (planos de saúde). A capacidade de oferecer pacotes de serviços integrados (diagnóstico + tratamento) fortaleceria a posição da empresa para negociar reajustes e condições contratuais mais favoráveis. 4. Competitividade e Cenário de Consolidação: Em um mercado que vê movimentos de consolidação, como a parceria entre Amil e Dasa, a fusão entre Rede D’Or e Fleury seria uma resposta estratégica para criar um competidor de peso, redefinindo o cenário competitivo da saúde privada no país. Conclusão O comunicado do Fleury foi claro: não há nada assinado. Contudo, a empresa também afirmou que “analisa constantemente as condições do mercado (…) buscando beneficiar-se de eventuais oportunidades”. A Rede D’Or segue a mesma linha. A verdade é que, no xadrez das grandes corporações, a ausência de um documento hoje não elimina a possibilidade de um acordo amanhã. A lógica estratégica é robusta, os números são favoráveis e a pressão competitiva é real. Portanto, mesmo com a negativa, o mercado continuará monitorando cada passo dessas duas gigantes, pois uma eventual fusão tem o potencial de redesenhar completamente o setor de saúde no Brasil.
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“DEAL” DO DIA
⇒ No Brasil
Play9 reestrutura-se como Holding e anuncia primeiro M&A para expansão internacional – Em um movimento estratégico que marca uma nova fase de crescimento, a Play9, mediatech brasileira cofundada por Felipe Neto e João Pedro Paes Leme, anunciou a criação de uma holding, denominada Play9 Content Group, e a sua primeira operação de Fusão e Aquisição (M&A). A aquisição do canal de YouTube Top10, com grande potencial global, posiciona a empresa para consolidar sua presença no mercado internacional e transcender sua atuação como agência focada em influenciadores. Principais pontos da transação: Criação da Play9 Content Group. – A criação da holding Play9 Content Group representa um marco para a estruturação estratégica da empresa. A nova organização segrega suas operações em quatro divisões independentes, com autonomia para realizar suas próprias transações de M&A e buscar financiamento. – O objetivo da holding é diversificar as áreas de atuação da empresa, expandindo do gerenciamento de influenciadores para um modelo que integra produção de conteúdo, tecnologia e monetização multicanal. Aquisição do Canal Top10 – Fundado em 2007, conta com 9,5 milhões de inscritos no YouTube e já possui uma versão em inglês, que é responsável por 40% de sua receita. Sua audiência internacional foi um fator decisivo para a aquisição. – A compra representa um investimento estratégico orientado à internacionalização, com a meta de captar audiências em **mercados premium**, como Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e países escandinavos. A aquisição também reflete uma aposta no ressurgimento de vídeos longos no YouTube, tendência identificada como uma oportunidade para capturar público mais qualificado e aumentar o potencial de monetização. A criação da Play9 Content Group e a aquisição do Top10 ressaltam um movimento estratégico que alavanca o crescimento da empresa no cenário internacional. Embora os desafios de internacionalização sejam significativos, a aposta da Play9 no ressurgimento de conteúdo longo e em mercados de alta monetização coloca a mediatech brasileira em uma posição de destaque no setor digital global. Estas movimentações reforçam que o formato M&A continua sendo uma ferramenta indispensável para empresas que buscam consolidar market share dentro e fora do Brasil.
Saiba quais são as mais recentes Transações no Brasil.
⇒ No Exterior
KKR investe na Etraveli a €2,7B: Análise de uma parceria estratégica em Travel Tech – A KKR, um dos maiores gestores globais de private equity, anunciou a aquisição de uma participação minoritária significativa na Etraveli Group, empresa sueca de tecnologia de viagens controlada pela CVC Capital Partners. A transação, que avalia a Etraveli em aproximadamente € 2,7 bilhões, é um movimento estratégico que demonstra a forte confiança no setor de viagens digitais e na capacidade da empresa de gerar crescimento sustentado. Este acordo é um caso exemplar de uma transação “PE-to-PE” (Private Equity para Private Equity), onde um fundo opta por realizar um ganho parcial enquanto traz um novo parceiro para a próxima fase de criação de valor, evitando as complexidades regulatórias de uma venda estratégica. Análise Estratégica: Racional da Operação: Crescimento, Rentabilidade e a Sombra Regulatória. 1. Validação do Ativo: A Etraveli demonstrou um crescimento exponencial sob a gestão da CVC, com lucros que quadruplicaram desde o investimento original em 2017. Facilitando mais de € 15 bilhões em vendas anuais de voos, a empresa se consolidou como uma plataforma tecnológica líder no setor. 2. Solução Estruturada vs. Venda Direta: O investimento da KKR, através de seu grupo de investimentos estratégicos, é uma solução inteligente para um obstáculo conhecido. Uma tentativa anterior de aquisição pela Booking Holdings por € 1,6 bilhão foi bloqueada pela União Europeia por questões de concorrência. Uma venda minoritária para outro fundo de private equity como a KKR contorna esse risco regulatório, permitindo que a CVC monetize parte de seu investimento de sucesso sem comprometer o crescimento futuro da Etraveli. 3. Injeção de Capital para a Próxima Fase: A entrada da KKR fornece à Etraveli não apenas capital, mas também expertise para impulsionar a inovação em áreas como IA e fintech, além de fortalecer seu posicionamento B2B e parcerias com gigantes como Booking.com e TUI. Análise dos Múltiplos: Um múltiplo de EV/EBITDA em torno de 7,7x é considerado atrativo para uma empresa de tecnologia de alto crescimento e rentável no setor de viagens, especialmente quando comparado a players públicos como a Booking Holdings, que negocia a múltiplos mais elevados (acima de 12x). Isso sugere que a KKR conseguiu um ponto de entrada vantajoso em um ativo de alta qualidade. O investimento da KKR na Etraveli é uma aula de criação de valor em private equity. Demonstra como transações estruturadas podem ser uma ferramenta poderosa para destravar valor em cenários com restrições regulatórias, permitindo que um fundo realize ganhos enquanto posiciona o ativo para um crescimento contínuo com um novo parceiro estratégico. A transação valida a resiliência e o potencial do setor de tecnologia de viagens e reforça a tese de investimento em plataformas digitais escaláveis e lucrativas.
Saiba quais são as mais recentes Transações no Exterior
Esse texto contou com a ajuda de inteligência artificial a partir de informações divulgadas pelo Portal e revisado pela Redação antes de sua publicação.
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