Resumo do dia: O Ibovespa registrou & uma nova máxima histórica; Priner paga R$ 170 milhões & pela Real no maior M&A de sua história; Para startups dos EUA & está cada vez mais difícil chegar à rodada série A, publicados no Portal de Fusões & Aquisições.

INSIGHT DO DIA: Humores & Rumores.

O Ibovespa registrou uma nova máxima histórica. Na semana passada, o índice superou os 134.197,72 pontos registrados em dezembro de 2023. E na última segunda-feira (19), encerrou o pregão nos 135.778 mil pontos. A alta foi bastante comemorada pelos investidores e ajudou o Ibovespa que reverteu a queda de 4% no ano para uma alta de 1%. Mas apesar de ter superado a máxima histórica, a bolsa brasileira continua barata. Segundo o CEO da Empiricus, Felipe Miranda, levando em consideração a inflação e o dólar, o patamar do Ibovespa está defasado. Na visão do analista, “deveríamos estar flertando com os 180 mil pontos”. Mas até quando as ações brasileiras vão continuar baratas assim? A analista da Empiricus, Larissa Quaresma, apontou que há 3 questões que podem estar “segurando” os preços das ações. Ela ainda fez o seguinte alerta: o investidor deveria se posicionar antes que elas sejam resolvidas. Segundo a analista, neste momento há 3 grandes questões que precisam ser resolvidas para que os ativos de risco voltem a andar no Brasil. Um segundo ponto é a normalização da questão fiscal no Brasil. Segundo a analista, o corte de R$ 15 bilhões nas despesas de 2024 trouxe um alívio para os mercados. Contudo, a medida ainda é insuficiente para cumprir a meta de déficit fiscal zero neste ano. Por isso, Larissa acredita que o governo deve anunciar um novo contingenciamento e aprovar o orçamento de 2025 ainda em 2024, o que pode fazer com que os investidores se sintam confortáveis para voltar a investir nos ativos de risco brasileiros.

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“DEAL” DO DIA

⇒ No Brasil

Priner paga R$ 170 milhões pela Real no maior M&A de sua história – A companhia de serviços industriais Priner está comprando a Real Estruturas e Construções, voltada para a montagem de equipamentos eletromecânicos. A aquisição, de R$ 170,7 milhões, aumentará em 30% o faturamento da Priner e é a maior da história da companhia, que vale R$ 575 milhões na Bolsa. Desde que se tornou independente a partir de um spinoff da Mills, no final de 2012, a Priner já fez 10 aquisições – nenhuma com o porte da de hoje. A Real Estruturas é uma empresa de Minas Gerais com experiência em montagem de equipamentos – como painéis elétricos, caldeiras, guindastes e esteiras e a aquisição vai quadruplicar a receita da Priner no setor de mineração. A Real vai passar a representar 35% do faturamento da Priner. O negócio, que precisa do aval do CADE, foi fechado a 4x lucro.

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⇒ No Exterior

Para startups dos EUA, está cada vez mais difícil chegar à rodada série A – Com o prolongamento do inverno no mercado de venture capital, o número de startups que conseguem sair de uma rodada seed para uma série A tem despencado. Nos Estados Unidos, a taxa de companhias que se “graduaram” em um intervalo de até dois anos caiu de 39,5% no pico atingido no terceiro trimestre de 2022 para 15,4% no primeiro trimestre deste ano, segundo estudo da Carta, plataforma americana de gestão de cap tables, que analisou dados de 1,8 mil fundos de venture capital nos EUA. Nesse mercado, a chamada graduação diz respeito à rota esperada para uma startup, em que a empresa sai de uma rodada seed (etapa mais inicial para a captação, com valor suficiente para alavancar a operação da startup) e é “promovida” para a rodada série A. Grosso modo, é como sair do ensino fundamental e ir para o ensino médio. Com a maior dificuldade, o tempo médio entre uma rodada e outra também vem subindo. Em 2021, as startups que chegaram a uma série A levaram em média 600 dias nos EUA. No primeiro trimestre de 2024, foram 766 dias, ou seja, mais de dois anos. Não apenas os investimentos se tornaram mais escassos, como os valuations têm enfrentado uma queda.

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