Fusões e aquisições desaceleram no mercado de seguros
Passados cinco anos de intensa movimentação, com cerca de cem transações de M&A (fusões e aquisições) de empresas relacionadas à indústria de seguros no Brasil, segundo dados da KPMG, a expectativa é de arrefecimento desse tipo de operação em curto prazo.
“A perspectiva é de que o setor continue atrativo para M&A no país, mas esperamos que as empresas ainda precisem de algum tempo para consolidar as transações recentes. Por isso, novas transações de grande porte ainda devem demorar”, diz Marco André Almeida, sócio-líder de fusões e aquisições da KPMG para Brasil e América do Sul.

Segundo análise da consultoria Seneca Evercore com base em dados da plataforma MergerMarket, considerando apenas as companhias de seguros, no Brasil houve dez operações de M&A desde 2021, sendo a metade em 2023. A maior foi a compra da SulAméricapela Rede D’Or, negócio de US$ 1,73 bilhão fechado em 2022, seguida pela venda da Liberty para a HDI (2023), operação de US$ 1,48 bilhão. Entre as corretoras, a movimentação foi bem mais intensa: foram 45 transações de 2021 até o ano passado. A operação mais vultosa foi a aquisição, também em 2022, da Sompo Consumer pela HDI Seguros por US$ 255 milhões.
O pano de fundo para as M&As de seguros nos últimos anos foi a pandemia, que representou um desafio inédito para empresas que vivem de cobrir riscos e obter ganhos com isso. “Em algum momento pós-pandemia as empresas precisaram olhar para os impactos daquela situação, considerando desde os efeitos diretos da própria emergência sanitária até a inesperada disrupção das cadeias globais de abastecimento de matérias-primas e produtos. Isso tudo em meio à intensificação das mudanças climáticas”, observa Rodrigo Mello, sócio-diretor da Seneca Evercore.
Nesse ambiente, as seguradoras precisavam ajustar portfólios, o que favoreceu fusões e aquisições.… leia mais em Valor Econômico 30/04/2024

