Uma semana depois de a Suzano dar seu maior passo no mercado internacional, o Goldman Sachs elevou a recomendação da ação brasileira de neutra para compra e também subiu o preço-alvo de R$ 63 para R$ 65 – potencial de valorização de 22,6% em relação ao fechamento de quinta-feira. O banco vinha mantendo uma visão mais conservadora para a ação desde 2021.

O principal driver para a mudança de opinião é a visão do banco de uma mudança no patamar de preço da celulose nos próximos meses. A commodity tem sido negociada muito próximo do custo marginal e deve ter recuperação cíclica, dizem os analistas, que não fazem menção à formação de joint venture com a Kimberly-Clark na Holanda já que o banco é assessor financeiro da estrangeira na transação.

“Vemos os preços atuais da celulose como insustentáveis (mais próximos da extremidade inferior de uma faixa cíclica, com o spot a US$ 500 por tonelada em comparação com o ciclo “normalizado” a US$ 500-650/tonelada). E, embora possa levar alguns meses para uma recuperação cíclica, a história sugere que a ação da Suzano se sai bem em uma tendência de alta”, avaliam Marcio Farid, Henrique Marques e Emerson Vieira.

O Goldman considera o valuation de Suzano atrativo, considerando que o atual preço corresponde a um yield em torno de 16% do fluxo de caixa livre e o enterprise value (ações mais dívida) negocia a múltiplos de 4,6 a 5,4 vezes o Ebitda – comparados à média histórica de 6,5 vezes.

Em dia de queda do Ibovespa, a ação sobe 2,8% na B3… saiba mais em Pipeline Valor 13/06/2025