Depois da popularização do ChatGPT, serviço de inteligência artificial da OpenAI que cria conteúdos a partir de comandos em linguagem natural, o uso do termo IA se propagou como fogo pelas empresas que já estavam digitalizadas e usavam processamento de dados com alguma inteligência analítica. Mas entender o passo mais avançado da IA atualmente, as IA agêntica, é outra história. “As médias empresas já estão usando IA, mas não conseguem avançar nesse campo, pois ainda esbarram na falta de profissionais capacitados”, diz o especialista Gustavo Donato, da Fundação Dom Cabral.

“Eu acredito que a IA agêntica será para todos. Mas as empresas terão de aprender como usá-la e terão de criar seus próprios agentes”, afirma ao Valor Andreas Welsch, especilaista alemão que vive nos Estados Unidos , é autor do livro “AI Leadership Handbook” e uma das “top voices” do LinkedIn no mundo sobre o assunto.

Essa modalidade de IA mais avançada tomará decisões mais autônomas e ações para atingir um objetivo. Ela é alimentada pela mesma funcionalidade do ChatGPT, ou seja, grandes modelos de linguagem (LLM, na sigla em inglês), que são modelos de inteligência artificial treinados com grandes quantidades de dados de texto para entender e gerar linguagem humana — mas a diferença é que esta IA Agêntica planeja, executa e adapta tarefas complexas com a mínima intervenção humana. Como faz isso? Usando ferramentas, aprendendo com o meio e colaborando com outros agentesleia mais em Valor Econômico 26/08/2025