Incerteza une momento atual da economia com pré-pandemia
Cinco anos depois do começo da pandemia, os indicadores conjunturais de indústria, comércio e serviços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o tombo na atividade econômica brasileira provocado pela crise sanitária ficou para trás, mesmo que em ritmos diferentes e recuos remanescentes em segmentos específicos.
O cenário vem das informações que acabam de ser divulgadas pelo instituto para fevereiro de 2025, quando comparadas a fevereiro de 2020, marco do pré-pandemia. Por esses dados, os três setores estão acima daquele patamar: 16,2% em serviços; 9,1% no varejo restrito e 1,1% na indústria.
Passada esta longa etapa de perdas econômicas e sobretudo humanas, no entanto, o Brasil e o mundo vivem um novo momento de indefinição, trazido pela ofensiva tarifária do governo Donald Trump. Mais uma vez há risco de recessão nos Estados Unidos e existe pressão sobre o fluxo de comércio e o crescimento da economia mundial.
A incerteza é a principal característica que liga os dois momentos, afirmam economistas, que diferenciam, porém, a magnitude e a origem do temor, além de seus possíveis desdobramentos. Em 2020, o choque foi mais profundo, provocado por uma ameaça sanitária e a visão era mais nebulosa e sem informações suficientes para traçar o cenário à frente.
Agora, a crise é explicada por uma decisão de política econômica, argumentam, o que traz mudança na geopolítica mundial dominante nas últimas décadas e um panorama complexo, mas há espaço para negociação e é possível vislumbrar um horizonte de reequilíbrio, se as conversas entre os países avançarem… saiba mais em Valor Econômico 11/04/2025

