De acordo com uma pesquisa da KPMG, os setores de empresas de internet e de tecnologia da informação (TI) apresentaram um decréscimo de 8,66% no número de fusões e aquisições realizadas nos nove meses deste ano. Foram apontadas 506 operações, entre janeiro e setembro, enquanto no mesmo período de 2024, foram concretizados 554 negócios.

Com relação aos tipos de operações realizadas por estes setores, das 506 no total, 327 foram do tipo doméstica, ou seja, realizadas entre brasileiras; 130 envolveram empresas não brasileiras adquirindo companhia estabelecida no país (tipo CB1); 41 foram transações de brasileira adquirindo, de estrangeiros outra estabelecida no exterior (CB2), duas negociações abrangeram brasileiros adquirindo, de estrangeiros, capital de organização estabelecida no país (CB3); duas foram concretizadas por estrangeiros adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no Brasil (CB4) e mais quatro transações envolvendo estrangeiras adquirindo, de brasileiros, empresa estabelecida no exterior (CB5).

Brasil: 3º trimestre teve o melhor desempenho do ano

No terceiro trimestre deste ano, foram fechadas no Brasil 425 operações de fusões e aquisições (sendo 203 de private equity e venture capital). Este foi o melhor trimestre de 2025, já que nos períodos anteriores foram concretizados 330 (primeiro) e 409 (segundo) negócios.

Já no acumulado de nove meses deste ano, foram finalizadas 1.164 operações de fusões e aquisições, uma leve queda de 2,6% em relação aos mesmos meses de 2024, quando houve 1.196 transações, indicando um cenário de estabilidade. Se considerarmos apenas os negócios envolvendo fundos de investimentos de private equity e venture capital, foram 566 (48,6% do total) contra 497 (41,6%), no acumulado dos respectivos períodos, um aumento de mais de 13%.

“A queda no número de fusões foi pequena e podemos considerar um cenário estável. Isso se deve ao contexto macroeconômico brasileiro que não está favorável, principalmente, relacionado à parte fiscal, assim como as taxas de juros brasileiras e mundiais. Por isso, não houve uma recuperação significativa em relação ao ano passado, apesar de o ticket médio por transação estar crescendo. Por outro lado, aumentou a participação de fundos de investimentos no total de operações concretizadas”, analisa o sócio da KPMG, Paulo Guilherme Coimbra.

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Com informações da Oficina de Comunicação 02/12/2025