O investimento em startups brasileiras vem subindo desde 2024, após um ano de 2023 que ficou conhecido como o “inverno das startups”. Uma série de fatores levaram a uma queda nos investimentos de fundos de venture capital (capital de risco), incluindo a alta na taxa de juros dos Estados Unidos, maior nível de exigência em relação ao modelo de negócios das startups e uma ressaca de 2021, ano que foi recorde em patamar de investimentos de risco no Brasil e no mundo. Após esse pico, que durou até meados de 2022, houve um vale de aportes que exigiu que as startups se financiassem com capital próprio, o que levou a uma revisão de planos de negócios e demissões.

De acordo com dados da KPMG, no ano passado, o investimento em venture capital no País foi de US$ 2,25 bilhões (R$ 11,9 bilhões pela cotação desta quarta-feira, 17), ante US$ 2,1 bilhões (R$ 11,1 bilhões) em 2019 e o pico de US$ 6,66 bilhões (R$ 35 bilhões) de 2021. No primeiro semestre deste ano, o volume de investimento chegou a US$ 1,25 bilhão (R$ 6,6 bilhões), pouco mais da metade do registrado no ano passado.

O período da pandemia foi um divisor de águas no mercado de investimentos em startups. Ali, a euforia dos investidores passou e eles se tornaram mais rigorosos com modelos de negócios, deixando de investir em empresas sem clareza sobre a geração de caixa.

O setor de fintechs, as startups do setor financeiro, continuam como destaque entre os  … leia mais em Estadão 17/09/2025