IOF é ‘aula de psicologia’ de como governo do PT pensa sobre os mais ricos, diz Stuhlberger
A imposição de um imposto maior sobre operações financeiras (IOF) para cartões, câmbio, aportes em planos de previdência VGBL a partir de R$ 50 mil e remessas de recursos para o exterior pelo governo é um sinal de “perigo”, ao mesmo tempo “assustador”, além de uma “aula de psicologia gratuita” de como o PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pensa sobre os mais ricos, segundo Luis Stuhlberger, sócio e executivo-chefe e de investimentos (CEO e CIO) da Verde Asset Management.
Nas iniciativas, há uma clara inclinação a controle de capitais, penalizando a alta renda para continuar subsidiando as classes menos privilegiadas.
“O que ele pensa é: ‘vamos distribuir dinheiro, vamos aumentar a arrecadação, não importa que seja de uma maneira unfair [injusta]’, mas o que é mais assustador é a questão do dólar. ‘Você quer comprar dólar? Paga um pedaço para mim’… É muito ‘scary’ [assustador], porque na minha opinião isso deveria aumentar na sua precificação o ‘tail risk’ [risco de cauda] negativo do PT”, afirmou Stuhlberg nesta quinta-feira, em evento anual da Verde. “Se ele ganhar [a próxima eleição], o que esperar no futuro com gastos crescentes?”.
Para o gestor, a ideia de criar uma cunha na conta de capital — que deu errado em todos os países e leva o Brasil a ser um pouco mais parecido com iniciativas usadas pela Argentina no passado — passa a mensagem: “Vocês ricos fiquem com seus reais, não têm que comprar dólar, se quiserem comprar paguem para mim um pedágio. É muito assustador.”…. leia mais em Valor Econômico 29/05/2025

