IOF maior encarece crédito a empresas em meio a juro alto
O anúncio do governo de elevar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) pegou o setor bancário de surpresa e gerou críticas tanto pela forma como foi feito quanto pelo impacto que terá no crédito a empresas. A medida eleva o custo para as companhias em um momento em que as despesas financeiras já estão elevadas por causa do patamar dos juros no país.
A taxa Selic está em 14,75% ao ano. Esse patamar baliza o custo da captação bancária. As taxas do crédito embutem um spread sobre isso e levam em conta, também, a sinalização dos juros futuros. Agora, ao custo se somará ainda o IOF majorado. alíquota passou de 1,88% para um teto de 3,5% ao ano no crédito a pessoa jurídica, e de 0,88% para 1,95% no caso das empresas do Simples.
A alta deve ajudar a esfriar o crédito, ..
Em entrevista à GloboNews com participação do Valor, na sexta-feira, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, afirmou que a elevação do IOF equivale a uma alta de 0,2 a 0,5 ponto porcentual na Selic. Segundo ele, se isso se concretizar e o Banco Central perceber esse efeito nas suas análises, a curva de juros poderia se estabilizar mais rapidamente. “Naturalmente vamos ver uma economia um pouco menos acelerada para frente”, disse…. leia mais em Valor Econômico 26/05/2025

