O gol do atacante Júnior Santos, aos 52 minutos do segundo tempo do jogo contra o Atlético Mineiro, fez mais que sacramentar o primeiro título do Botafogo na Libertadores da América. A jogada foi o ato derradeiro do primeiro título continental de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), instrumento que completou três anos no Brasil em agosto. E mais: o jogo entre Botafogo e Atlético Mineiro foi a primeira final entre dois times que já têm SAFs estruturadas, uma semana depois do Cruzeiro, outra SAF sediada em Belo Horizonte, perder a final da Copa Sul-Americana para o argentino Racing.

A vitória por 3 a 1 no sábado (30) garantiu mais US$ 23 milhões (R$ 138 milhões) para os cofres da SAF controlada pelo americano John Textor, que conseguiu no clube brasileiro o primeiro grande título da holding que, além do Botafogo, é dona do francês Lyon, do belga RWD Molenbeek e tem participação minoritária no inglês Crystal Palace. No total, contando as participações em todas as fases da Libertadores, o Botafogo abocanhou US$ 33,34 milhões, o equivalente a R$ 200 milhões pelo câmbio de sexta-feira (29).

“A marca Botafogo é supertradicional e tem uma história que se identifica com a do futebol brasileiro, mas estava sofrendo muito com os resultados, especialmente os esportivos. Agora voltando a ser protagonista, recupera a autoestima do… leia mais em Valor Econômico 02/12/2024