M&A no Brasil: gestão documental pode ser fator decisivo para aquisição de empresas
Após três anos de crescimento fraco, o mercado brasileiro de fusões e aquisições (M&A) mostra sinais claros de recuperação em 2025. Nos primeiros cinco meses do ano, foram fechadas cerca de 95 operações, um aumento de 14,6% em relação ao mesmo período de 2024 – e, em termos de volume de negócios, essas transações já movimentaram cerca de R$ 120 bilhões. Esse crescimento contrasta com o cenário global, onde o número de transações recuou e o valor total caiu 1%, mas no Brasil investidores estratégicos e fundos privados voltaram a negociar ativamente. Grandes empresas brasileiras respondem por 77% das novas transações, reflexo do menor apetite de investidores estrangeiros e maior participação de capital nacional no mercado.
Desafios operacionais
Concretizar uma fusão ou aquisição de forma bem-sucedida não é um desafio simples. As empresas enfrentam uma série de obstáculos durante o processo, especialmente na fase pós-negociação de integração dos negócios. Integrar culturas corporativas distintas é um dos principais obstáculos, pois diferenças nos estilos de gestão e estruturas organizacionais podem gerar conflitos e dificultar a fusão. Há também o desafio técnico de alinhar sistemas de TI e processos de negócios, muitas vezes incompatíveis. M&A implica fundir bases de dados, cadeias de suprimentos e procedimentos internos – e sistemas incongruentes ou redundantes podem atrasar operações e comprometer a integração de maneira apropriada. Outro desafio crítico é garantir que as sinergias planejadas se materializem. Muitas fusões não conseguem capturar todos os ganhos previstos de eficiência, resultando em redução de valor. Questões regulatórias entram em jogo: grandes operações necessitam de aprovação de órgãos como o CADE e exigem processos que podem impor restrições, como a exigência de venda de ativos para evitar monopólios. Para concluir uma transação, as empresas precisam gerenciar riscos legais e de compliance, desde passivos ocultos descobertos na due diligence até potenciais violações regulatórias na fase de integração.
Gestão documental: eficiência e diferencial competitivo
Mesmo diante de tanta complexidade, há um fator que tem se mostrado um diferencial competitivo para o sucesso das operações de M&A: a eficiência na governança da informação e na gestão documental, viabilizada por soluções digitais. O processo de due diligence – etapa em que o comprador analisa minuciosamente documentos, contratos, registros e dados da empresa-alvo – pode se tornar moroso se não houver uma estrutura de gestão documental robusta. Por isso o uso de plataformas digitais seguras de compartilhamento de documentos tornou‑se padrão nas transações recentes. Empresas que utilizam data rooms virtuais economizam tempo e dinheiro, pois uma boa gestão da informação permite transações ágeis e minimiza riscos.
Uma gestão documental digital eficaz permite que documentos sejam indexados, buscados e recuperados com rapidez, assegurando que todos os arquivos relevantes sejam armazenados de forma acessível, protegidos por criptografia. Dessa forma, as empresas garantem acesso seguro e centralizado às informações, facilitando auditorias e simplificando a due diligence. A centralização digital elimina a necessidade de consultas físicas, evita extravios e reduz drasticamente o risco de vazamento de dados confidenciais. Além disso, a gestão documental favorece a colaboração ágil entre equipes e partes interessadas. Em um ambiente virtual organizado, compradores, vendedores, consultores e advogados podem colaborar em tempo real, com histórico detalhado de quem acessou o quê, melhorando a comunicação e permitindo que equipes geograficamente distribuídas analisem documentos de forma eficiente.
Outro ponto fundamental no processo de integração pós‑M&A é garantir que documentos e informações não sejam perdidos ou omitidos, especialmente considerando a rotatividade de profissionais e a dispersão de equipes. Com uma gestão documental profissional, o conhecimento crítico permanece protegido, organizado e disponível para a empresa adquirente, preservando o valor do negócio adquirido ao longo dos anos. Isso assegura que a operação seja plenamente capturada, sem expor a empresa a riscos adicionais. Em um mercado de M&A que ganha dinamismo em 2025, a capacidade das empresas de organizar, acessar e proteger seus documentos críticos deixa de ser apenas uma atividade operacional e passa a ser um fator decisivo na diferenciação competitiva. Assim, a gestão eficiente da informação emerge como vantagem competitiva vital, determinando se as empresas estarão preparadas para sobreviver plenamente no período pós‑negociação e expandir de forma sustentável.
A Access é o maior fornecedor mundial de serviços de gestão de registros e informações (RIM), com operações nas Américas e na Índia. Juntas, a Access e a Trivium, empresa de BPO, foram reconhecidas 16 vezes na lista Inc. 5000 e por diversas publicações como a Newsweek, incluindo a lista das Melhores Empresas da América de 2024 por Diversidade e a classificação de Melhor Empresa Digital de Saúde do Mundo.
Com informações da Intelligenzia 11/08/2025

