Marfrig se diz otimista com cenário do comércio e com a fusão com a BRF
A Marfrig deve aproveitar sua diversificação geográfica para contornar os efeitos do tarifaço que o presidente americano, Donald Trump, impôs ao Brasil, e sinalizou que está “otimista” com o segundo semestre, apesar das restrições comerciais. Além de produzir carne em outros países, a companhia também está buscando mercados alternativos para vender a carne bovina que hoje exporta aos Estados Unidos a partir do Brasil. No segundo trimestre, os EUA representaram 2% da receita de embarques da Marfrig na América do Sul a partir da operação brasileira.
A companhia também atua em frigoríficos na Argentina e no Uruguai, onde os preços da carne já subiram 10% desde o início do tarifaço americano contra o Brasil. “Nossa diversificação geográfica nos trouxe algumas vantagens”, disse Rui Mendonça, CEO da operação América do Sul da Marfrig, em teleconferência de resultados com analistas, na sexta-feira (15/8).
Apesar do tarifaço, ele disse estar “otimista” com as vendas do segundo trimestre. Só neste ano, a companhia obteve 24 novas habilitações para exportação de carne bovina, e o Brasil também está abrindo novos mercados. Na sexta-feira (15), o governo brasileiro anunciou que as Filipinas abriram seu mercado para a importação de miúdos e carne bovina com osso do Brasil. Mendonça também citou a Indonésia como um país que abriria mercado para o produto brasileiro. Segundo ele, os miúdos e a carne com osso oferecem uma rentabilidade “interessante”.
Para a produção brasileira que hoje vai aos EUA, a Marfrig disse estar atenta “aos desdobramentos desse novo cenário, ocasionado pela elevação de tarifas, e prontos para capturar as melhores oportunidades comerciais, avaliando os melhores destinos de substituição, ou mesmo o incremento da produção de hambúrgueres e outros processados, sem redução de produção, e sempre focado em maximizar margens”, declarou David Tang, diretor financeiro da Marfrig, na teleconferência.
Mendonça, por sua vez, ressaltou que nos próximos meses começam a aquecer os pedidos da China para os preparativos do Ano Novo Chinês. Já no segundo trimestre, o preço médio de vendas para o país asiático subiu 25%. “As expectativas são muito favoráveis”, afirmou.
Fusão com a BRF
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