O início da semana foi marcado pela criação da maior holding de comunicação e publicidade do mundo, com a venda do Interpublic ao Omnicom. Sob a alegação de manterem ofertas, presenças e culturas complementares, as companhias dão origem a uma operação que somaria uma receita combinada de US$ 25,6 bilhões, em 2023.

A nova empresa manterá o nome Omnicom e John Wren seguirá como chairman e CEO. Em agosto, o Omnicom já havia passado por um processo global de unificação. Na ocasião, a holding criou uma liderança única para as redes BBDO, DDB e TBWA. Troy Ruhanen, até então CEO global da TBWA, foi promovido a CEO global da nova operação.

Segundo o grupo, o movimento seria uma resposta à necessidade dos clientes por soluções criativas poderosas. O IPG, em contrapartida, anunciou no início do mês a venda da rede de agências Huge ao fundo de private equity AEA Investors. A holding vinha registrando queda nos números de suas operações digitais.

Esses movimentos e, especialmente a compra do Interpublic pelo Omnicom, ajudam a ilustrar um ano que reaqueceu o mercado de fusões e aquisições. Confira alguns dos principais negócios realizados em 2024:
Accenture Song e Soko

Em maio, a Accenture Song confirmou a compra da Soko em uma negociação que já havia sido revelada pelo Meio & Mensagem em dezembro. Com a mudança, a marca Soko deixou de existir e sua operação foi integrada à Droga5 São Paulo.

Essa não foi a única movimentação de Accenture Song no ano. A holding também comprou a Work & Co, empresa global que mescla design, tecnologia e inovação, com o objetivo de ampliar as ofertas digitais da companhia em áreas como inteligência artificial (IA) e experiência.

Em uma investida no segmento, o Publicis Groupe adquiriu a Mars United Commerce, maior empresa independente de commerce marketing do mundo. Anteriormente conhecida como The Mars Agency, a companhia mudou a marca para Mars United Commerce em maio, com a proposta de destacar seu alcance e capilaridade global.

O movimento marcou a segunda aquisição do Publicis Groupe no ano. A holding também firmou acordo para comprar a Influential, até então a maior agência de influência do mundo, em termos de receita, por valores não revelados, em julho deste ano.
Fusões no WPP

O WPP promoveu uma série de unificações ao longo do ano. Em janeiro, o grupo anunciou a fusão de BCW e Hill & Knowlton, duas de suas maiores empresas de relações públicas. O movimento deu origem à Burson, que vai reunir os serviços de comunicação corporativa, reputação e proteção de marca realizado pelas duas agências.

Depois, em março, a estratégia mirou as marcas criativas do grupo com a fusão de AKQA e Grey em cinco mercados: Austrália, Bélgica, China, Emirados Árabes e Itália. Segundo a holding, o objetivo da integração era focar em territórios com alto potencial de crescimento.

No Brasil, em maio, o WPP criou o Ideal Axicom, uma fusão entre Axicom e Ideal. Nos demais mercados em que atua, como México, Reino Unido e França, a marca Axicom se mantém. O movimento foi apresentado como uma continuação das consolidações promovidas pelo grupo no universo de relações públicas…. leia mais em Meio&Mensagem 16/12/2024