Multinacionais buscam startups de baixo carbono
O avanço da agenda climática já transformou a lógica dos investimentos corporativos. Em um primeiro momento, grandes companhias, muitas delas ligadas a setores intensivos em emissões de gases de efeito estufa (GEE), olharam para dentro e para o redesenho e a implantação de processos mais limpos. Agora, elas miram startups de baixo carbono como estratégia para acelerar sua transição energética. Empresas como Chevron e United Airlines fizeram aportes minoritários e aquisições completas, em um movimento que liga setores tradicionais a soluções externas para alcançar a neutralidade de emissões até 2050.
Um dos casos recentes é da Vale. Por meio da Vale Ventures, a mineradora intensificou investimentos em tecnologias capazes de transformar processos industriais altamente emissores. A empresa fez um aporte na startup americana Electrified Thermal Solutions (ETS), que arrecadou US$ 19 milhões em sua última rodada. A indústria siderúrgica, sozinha, responde por aproximadamente 8% das emissões globais de GEE. Isso torna os investimentos em inovações para reduzir sua pegada de carbono uma necessidade de primeira ordem.
Head da Vale Ventures, Bruno Arcadier diz que o investimento na ETS se conecta diretamente à estratégia de descarbonização da mineradora. “A Vale, por meio da Vale Ventures, investe globalmente em startups com foco em soluções sustentáveis para o futuro da cadeia de valor da mineração, reforçando sua ambição de zerar suas emissões líquidas até 2050, além de gerar retornos financeiros e estratégicos que beneficiem clientes e sociedade”, afirma… leia mais em Valor Econômico 28/08/2025

