Os bancos credores da Novonor (antiga Odebrecht), que têm em garantia ações da Braskem, seguem negociando a transferência dos papéis para um fundo com gestão independente, o que começou a ser delineado já no final do ano passado. Nos termos atualmente na mesa, a Novonor ficaria com uma parcela de apenas 3% a 4% da Braskem.

Hoje, a Novonor controla a companhia com 50,1% do capital votante e 38% do total, enquanto a Petrobras detém 47% das ações com voto.

Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil devem transferir os papéis em garantia de uma dívida próxima de R$ 15 bilhões para um fundo gerido pela Geribá Investimentos. Em paralelo, a Geribá negocia com a Petrobras um novo acordo de acionistas em nome dos bancos.

Colocar as ações em um fundo independente ajudaria a diluir o risco de imagem na troca da dívida por equity ainda com a antiga Odebrecht no capital da empresa e facilitaria a venda conjunta da posição dos bancos.

A Novonor chegou a negociar com investidores árabes como a Empresa Nacional de Petróleo de Abu Dhabi (Adnoc) e a petroquímica Saudi Basic Industries Corp. (Sabic). Com a demora para uma solução, os bancos resolveram segregar as ações para esperar um momento mais oportuno para a venda. Assim, teriam um período de lock-up de cerca de três anos , que ainda está em definição.

A Petrobras informou, no fim de março, que ainda não tinha tomado nenhuma decisão em relação a sua participação na Braskem. Procurada, a Novonor não deu retorno até a publicação desta nota… leia mais em Pipeline 09/04/2025