O que o Morgan Stanley espera para o mercado até as eleições
O ciclo político que antecede as eleições presidenciais de 2026 deve reservar mais momentos de volatilidade acentuada nos mercados brasileiros em comparação com outros ciclos eleitorais, segundo a visão da estrategista-chefe para América Latina do Morgan Stanley, Ioana Zamfir.
Segundo ela, o período de maior estresse eleitoral tende a começar três meses antes do pleito, mas a divulgação do orçamento do ano que vem, outras possíveis medidas fiscais no último trimestre de 2025 e os anúncios dos nomes dos candidatos podem provocar “algumas ondas de desempenho ruim e volatilidade” antes da metade de 2026.
“Em comparação com a eleição de 2022, não há certeza de que o incumbente tentará concorrer novamente, e também não está muito claro quem poderia ser o principal candidato da oposição. O alto grau de incerteza implica que o anúncio dos nomes dos candidatos pode ter um peso significativo em termos de reação do mercado, mais do que em anos anteriores”, escreve Zamfir em relatório divulgado hoje.
Apesar de esperar mais volatilidade e estresse antes das eleições, a estrategista ainda enxerga espaço para uma queda dos juros de mercado no Brasil. Assim, ela mantém a posição aplicada (que aposta na queda das taxas) do Morgan Stanley em contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento de janeiro de 2029 e em NTN-B 2028. Os alvos das operações são 12,75% e 7,30%, respectivamente – de 13,615% e 7,80% atualmente.
“Embora o segundo semestre de 2025 possa trazer mais volatilidade para os ativos locais, acreditamos que, nos próximos meses, as taxas de juros podem continuar a cair, a menos que haja uma deterioração significativa no apetite global pelo risco. Observamos que, dependendo do estágio de seu ciclo de política monetária, o Banco Central cortou a taxa Selic por volta de ciclos eleitorais anteriores, e no próximo ano não deve ser diferente, dependendo do grau de ruído fiscal”, projeta Zamfir… leia mais em Pipeline 02/06/2025

