O volume de fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês) envolvendo ativos brasileiros somou R$ 145,1 bilhões neste ano até 4 de junho, aumento de 50% em relação a igual intervalo do ano passado. No entanto, o crescimento veio do suporte de operações multibilionárias. Em número de transações, houve recuo de 31% na mesma base comparativa, para um total de 255, conforme dados da consultoria Dealogic, que coleta dados globalmente.

Das principais transações do ano, até o momento, estão o anúncio de fusão entre Marfrig e BRF, no setor de proteínas; o acordo de R$ 15 bilhões que a J&F, da família Batista, firmou com a Paper Excellence para a compra da totalidade das ações da Eldorado, após longo litígio; e a proposta da compra das ações da Serena (ex-Omega) por Actis e GIC, por meio de uma oferta pública de aquisição (OPA) da empresa de energias renováveis. Entre as operações pesos-pesados, está ainda a aquisição, pela CDPQ, das linhas de transmissão da Equatorial, por R$ 10 bilhões.

Segundo banqueiros de investimento, o interesse de estrangeiros no Brasil foi renovado desde o acirramento da guerra comercial deflagrada pelo presidente dos EUA, Donald Trump. A questão tem levado empresas e investidores financeiros a colocar na mesa a necessidade de diversificação geográfica… leia mais em Valor Econômico 06/06/2025