O capital de risco é uma aposta informada na ruptura. Ao contrário do private equity – que opera na zona de estabilidade -, o venture capital vive de antecipar desalinhamentos entre oferta e demanda, redesenhando mercados antes que eles amadureçam. No Brasil, ela foi traduzida em “playbooks” homogêneos, com capital perseguindo poucas teses replicáveis e restritas ao extrato superior da pirâmide socioeconômica.

Essa limitação não é técnica – é cognitiva. O mercado brasileiro, com raras exceções, não investiga onde estão os maiores vazios institucionais da economia real. E, por consequência, ignora os maiores potenciais de retorno. No país mais desigual do G20, a precariedade é mercado.

A questão não é se há demanda, mas por que ela ainda não foi eficientemente atendida. A resposta é estrutural: o venture capital nacional é avesso à complexidade… leia mais em Valor Econômico 23/05/2025