OTAs esperam mais recompra de ações e menos aquisições em 2025
O setor de viagens online mudou seu foco, antes direcionado para fusões e aquisições, para a recompra de ações. O Movimento, impulsionado pela consolidação do mercado e barreiras regulatórias, fez com que as principais OTAs globais, como Airbnb, Booking Holdings e Expedia, mudassem suas prioridades para 2025, segundo informado pelo Skift.
As empresas esperam um aumento de 8% nas reservas no próximo ano, com a maior parte do fluxo de seus caixas livres destinados à recompras de ações em vez de fusões e aquisições, de acordo com um relatório da BTIG.A pesquisa ressalta que o ambiente regulatório nos EUA e Europa também desestimula as práticas de novas grandes transações.
Desde 2015, quando o Expedia adquiriu a HomeAway (Vrbo), Travelocity e Orbitz, por cerca de US$ 5,7 bilhões, o cenário de aquisições de grande porte diminuiu. Entre 2018 e 2019, Expedia e Booking investiram US$ 15,8 bilhões na recompra de ações e apenas US$ 335 milhões em fusões. De 2020 a 2022, essas empresas, junto com o Airbnb, destinaram US$ 10,8 bilhões para recompras, em contraste com US$ 1,2 bilhão em aquisições.
O relatório prevê que as três OTAs gerarão de US$ 15 a 16 bilhões em fluxo de caixa livre até 2025, dos quais aproximadamente US$ 13 bilhões serão direcionados para a recompra de ações.
Segundo a BTIG, a consolidação do setor, combinada com a regulamentação restritiva, limita a possibilidade de grandes fusões.
“As OTAs estão crescendo agora de forma comparável às redes de hotéis”, apontou o relatório. “Esse tipo de crescimento pode não ser muito empolgante, mas deve ser o suficiente para impulsionar o crescimento do EPS (lucro por ação) na faixa de 15%”… leia mais em Hotelier News 09/10/2024

