Há quase 30 anos, o sociólogo britânico John Elkington lançou um modelo de negócios que expandia a avaliação das empresas para além dos fatores econômicos. Em “Canibais com garfo e faca” (1994), Elkington defende que, além do financeiro, o bom desempenho de uma corporação está vinculado à sua performance ambiental e social. Nascia o conceito ESG, sigla em inglês para as práticas ambientais, sociais e de governança.

Em três décadas, a sigla tornou-se parte do cotidiano e discurso de empresas e instituições preocupadas em retornar à sociedade os dividendos do seu sucesso. Houve avanços e retrocessos, como os questionamentos das políticas de diversidade no setor privado dos EUA. Mesmo assim, o ESG deixou de ser exceção e tornou-se regra no mundo corporativo, como parte das diretrizes institucionais.

Mais do que “por que”, hoje a discussão gira em torno do “como” tornar uma empresa alinhada às boas práticas de sustentabilidade. O caminho entre a teoria e a prática, porém, nem sempre é fácil e não é raro deparar-se com gestores que não sabem como dar início às mudanças. O primeiro passo é ter consciência de que se trata de um processo muitas vez longo, mas que deve ser contínuo.

“Ninguém dorme e acorda sustentável”, conta a jornalista Sonia Consiglio no livro “#vivipraver2”. Com atuação de quase três décadas em sustentabilidade, comunicação e investimento social privado, a autora mostra que os desafios na área ainda são imensos, mas os avanços no Brasil são significativos.

“Avançamos muito na integração das dimensões ambiental, social e de governança à econômica”, diz Sonia, cujo livro é uma coletânea de 109 artigos sobre o tema escritos entre 2020 e 2024 para o “Valor Investe”, o site de investimentos do Valor. Muita coisa aconteceu no período, como uma pandemia que virou a chave de percepções da sociedade em diversos aspectos, como empatia, sustentabilidade e sobrevivência. … saiba mais em Valor Econômico 01/06/2025