Raízen (RAIZ4): possível venda de ativos é bom sinal para a controladora Cosan (CSAN3)?
A Raízen (RAIZ4) estaria estudando buscar um sócio para o seu negócio de etanol de segunda geração (E2G) e a venda da Oxxo, segundo apuração da Bloomberg Línea.
O objetivo seria levantar capital para aliviar a alavancagem financeira da controladora Cosan (CSAN3).
O projeto E2G da Raízen é uma das principais apostas da companhia e dos investidores para o longo prazo.
O plano da Raízen é chegar em 2030 com 9 planos operacionais com um investimento estimado de R$ 1,2 bilhão por planta, ou seja, um total de R$ 10,8 bilhões direcionados ao E2G.
A companhia considera estabelecer uma joint venture unificando todos os ativos, inclusive as duas fábricas já operacionais, em uma nova unidade de negócios dedicada ao E2G.
Com a injeção de capital do novo parceiro, a Raízen evitaria os investimentos recorrentes nas plantas operacionais, que se financiariam a partir dos seus próprios lucros.
Notícia é ‘bastante positiva’ para a Cosan, dizem analistas
Segundo os analistas da Empiricus, os resultados do 3T24 mostraram que o endividamento elevado continua a pressionar a geração de caixa da Cosan.
“No 3T24 foram R$ 1,8 bilhão em amortização e juros da dívida, enquanto recebeu apenas R$ 343 milhões em dividendos das suas subsidiárias”, escreveram em relatório recente.
Nesse sentido, a confirmação de uma medida como um parceiro para o negócio de etanol de segunda geração da Raízen seria “bastante positiva”, na visão dos analistas da casa de research.
Eles também enxergam com bons olhos a venda da Oxxo, em que a Raízen possui 50% da joint venture com a Femsa.
“A contribuição da operação [da Oxxo] para o resultado consolidado da Raízen hoje é irrelevante, e enxergamos pouco potencial futuro, além de não identificarmos relação com o negócio principal de açúcar e etanol”, escreveram… leia mais em MoneyTimes 29/11/2024

