O mercado de capitais brasileiro viveu um “boom” de ofertas iniciais de ações (IPOs) nos anos de 2020 e 2021, quando um total de 74 operações desse tipo movimentou mais de R$ 109 bilhões, um número muito significativo quando comparado ao histórico brasileiro.

Naquela época o otimismo predominava, impulsionado por uma realidade de juros baixos (1,9% ao ano em dezembro de 2020 e em torno de 4,25% ao ano em meados de 2021), por uma expectativa de crescimento econômico e pelo apetite dos investidores, tanto nacionais quanto internacionais, por novos ativos.

Após o boom de 2021, a janela para novas emissões se fechou. Entre 2022 e 2024, não houve novos lançamentos na bolsa brasileira, “seca” que persiste até hoje. A princípio, esse hiato poderia ser atribuído ao contexto macroeconômico, caracterizado por altas taxas de juros tanto no Brasil quanto no exterior… leia mais em Valor Econômico 01/10/2024