A empresa de logística Sequoia acaba de entrar com um pedido de recuperação extrajudicial para concluir a negociação de dívidas com seus fornecedores, que hoje têm cerca de R$ 295 milhões a receber. A companhia, que no fim do ano passado chegou a um acordo com os bancos, não tinha até aqui avançado na questão com o grupo de credores não financeiros.

“Não entendíamos que o problema com os fornecedores poderia ser do tamanho que ficou”, diz Eric Fonseca, presidente do conselho de administração e sócio da acionista Newfoundland, gestora que possui 3,6% do capital da empresa.

Na negociação com os fornecedores, a companhia abriu conversas com seus maiores credores nos últimos meses, algo que começou a ficar mais urgente depois que ações de execuções passaram a ser recebidas pela empresa. Ao chegar a um acordo com mais de 50% do volume financeiro desse crédito, pelas regras da lei recuperação e falências, os demais credores não financeiros serão arrastados para o mesmo acerto após a homologação do acordo.

Ainda por conta do pedido de recuperação extrajudicial, a companhia entende que conseguirá melhores condições e prazos para solucionar sua dívida com a Fazenda, que hoje soma R$ 350 milhões. As conversas foram encabeçadas por Leopoldo Bruggen, diretor financeiro (CFO) e de relações com os investidores (RI), executivo especializado em reestruturações, que chegou neste ano na companhia, depois de conduzir processo semelhante na Estre Ambiental.

Pelo acordo firmado, os fornecedores com valores a receber terão três alternativas. A primeira será a conversão de dívidas em ações da empresa — com isso, tornam-se acionistas da Sequoia, movimento que também provocará diluição dos atuais sócios. … saiba mais em Valor Econômico 11/10/2024