Setores que mais cresceram em M&A em 2025 e o que esperar do próximo ano
O crescimento do mercado de M&A não foi uniforme, e alguns setores puxaram a fila com muito mais força que outros.
O mercado brasileiro de fusões e aquisições teve um desempenho surpreendente em 2025, com 827 transações no primeiro semestre, segundo dados do TTR Data, movimentando R$ 146 bilhões, e um dos destaques foi o papel das fusões e aquisições transfronteiriças, chamadas operações cross-border de M&A.
O movimento mostra que os investidores estrangeiros seguem enxergando oportunidades estratégicas no país, mas é preciso entender quais setores puxaram esse crescimento e quais as tendências esperadas para 2026.
Os setores que lideraram em 2025
O crescimento do mercado de M&A não foi uniforme, e alguns setores puxaram a fila com muito mais força que outros. Os dados do TTR Data revelam quais segmentos da economia concentraram o maior volume de transações e capital investido no primeiro semestre.
Entender esses movimentos ajuda a identificar onde estão as melhores oportunidades e para onde o mercado está caminhando. Confira os destaques:
- Internet, Software & IT Services
O setor de Internet, Software & IT Services foi o líder, com 160 transações no primeiro semestre, segundo o TTR Data. O foco em transformação digital, inteligência artificial e cibersegurança impulsionou operações.
De acordo com relatório da PwC Brasil, o setor de tecnologia representou 33% de todas as transações de M&A no país no primeiro semestre, consolidando sua posição de liderança absoluta.
- Real Estate
O setor de Real Estate, ou imobiliário, apareceu em segundo lugar com 78 transações no primeiro semestre de 2025, conforme dados do TTR Data. A busca por consolidação, otimização de portfólio e oportunidades em ativos desvalorizados motivou as operações.
- Banking & Investment
O setor de Banking & Investment registrou 62 transações no primeiro semestre, segundo o TTR Data, mostrando a movimentação no segmento financeiro e de investimentos.
- Consumo e varejo
Com 15% das transações no primeiro semestre, de acordo com dados da PwC, o setor de consumo e varejo seguiu em processo de consolidação. A busca por ganhos de escala, otimização de custos e expansão geográfica motivou diversas aquisições.
- Automotivo
O setor automotivo apareceu com 9% das operações no primeiro semestre, segundo a PwC, surpreendendo positivamente. Movimentos de consolidação, busca por tecnologias de eletrificação e parcerias estratégicas marcaram o ano.
- Energia e infraestrutura
Representando 7,5% das transações no primeiro semestre, segundo a PwC, os setores de energia e infraestrutura tiveram destaque especial.
Operações cross-border
As operações cross-border de M&A ganharam destaque especial em 2025. Segundo o TTR Data, os Estados Unidos lideraram os investimentos no Brasil com 71 transações, seguidos pelo Reino Unido com 15 operações no primeiro semestre.
Na direção oposta, as empresas brasileiras realizaram 30 transações nos Estados Unidos no valor de R$ 1,4 bilhão no primeiro semestre, seguidas por sete operações em Portugal e seis na Espanha.
Para empresários brasileiros que consideram vender sua empresa, o cross-border pode ser extremamente vantajoso, pois compradores estrangeiros frequentemente pagam mais que compradores locais, especialmente se a empresa oferece acesso estratégico ao mercado brasileiro ou possui tecnologia diferenciada.
Ao incluir potenciais compradores internacionais no processo, a concorrência pela empresa aumenta, elevando o preço final. Além disso, investidores estrangeiros geralmente têm mais recursos para investir no crescimento pós-aquisição, garantindo a continuidade e expansão do negócio.
Desafios das operações transfronteiriças
Apesar das vantagens, esse tipo de transação envolve complexidades específicas:
- Diferenças culturais: Estilos de negociação, comunicação e gestão variam significativamente entre países.
- Questões regulatórias: Aprovações governamentais, regras antitruste e conformidade com legislações de diferentes países podem tornar o processo mais longo.
- Barreiras linguísticas: Negociar em outro idioma exige cuidado redobrado para evitar mal-entendidos.
- Avaliação diferente: Compradores estrangeiros podem ter percepções diferentes sobre riscos e oportunidades do mercado brasileiro, afetando o valuation.
Operações cross-border exigem conhecimento especializado. Contar com uma assessoria que tenha rede internacional e experiência em negociações cross-border faz toda a diferença. A Capital Invest possui parcerias em mais de 50 países, permitindo acesso a compradores internacionais… leia mais em Mundo RH 18/11/2025

